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Coluna Juliano Gazola: Suas misérias são exclusivamente suas

23 de abril de 2022 às 07:50
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A vida neste mundo que estamos, é luta e, portanto, é também incompletude. Isto explica as muitas caras tristes que estão presentes em corações orgulhosos.

Problemas e encruzilhadas estarão sempre disponíveis e, em muitos momentos não saberemos como resolver.

Coisas que fazemos constantemente: um jejum mal feito, somos preguiçosos, várias pessoas com apetites sexuais fora de ordem, fazemos fofoca.

Percebo, ao buscar a verdade das coisas que ao contemplar essa realidade, pode em muitos momentos entristecer-nos. Mas não devemos nos enganar, pois, a tristeza é aliada de nossos inimigos. E o mais assustador, a tristeza é uma prova irrefutável da sua soberba.

Lutar contra as nossas fraquezas é primeiramente aceitar que elas existem, mas com um belo e formoso sorriso no rosto. Afinal, por que você fica triste se ninguém espera que sejamos perfeitos?

Nossa luta diária não é no abandono e as nossas quedas nos convidam a pedir a ajuda de Deus de forma sequencial. Ademais, tendo consciência e maturidade para entender isto de forma plena, irá preservar sua saúde, pois os seus rins são extremamente sensíveis quando nos sentimos desamparados ou abandonados. A solidão ocorre quando depositamos nossa vida no indivíduo e, não obtendo o acolhimento, suplicamos ao divino que nos acolha com seu amor infinito.

O caminho é exatamente o contrário. É Ele quem vai completar o que falta em nós. Quanto mais próximos do verbo, mais luz e força nós teremos. É como se tivéssemos um grande e poderoso ímã conectado em nosso peito, atraindo iguais e, desta forma preservando os nossos rins. Acredito que ninguém lhe explicou sobre solidão, rins e espiritualidade desta forma, certo?

Lhe proponho refletir: você tem a tendência de entristecer-se quando lida com as próprias quedas? E o que você pode fazer com o seu defeito que mais o deixa entristecido?

De fato, suas misérias são exclusivamente suas. Uma frase assustadoramente poderosa, de Josemaría Escrivá que diz: “A verdadeira virtude não é triste nem antipática, mas amavelmente alegre”.

Putz, mas já perdemos as contas de quantas vezes ficamos tristes com nossos defeitos, imaginando com isso estar no caminho da virtude?

Ok, aceitamos que a miséria é nossa, mas não devemos permanecer em prantos como se ela fosse estátua de um ídolo quebrada. O correto é aproveitá-la como uma grande oportunidade de mudança.

O que entra em jogo nestes momentos é a atitude diante das quedas, onde se apresentam aqui na terra apenas duas posturas possíveis.

Levantar-se e agir ou manter-se na tristeza profunda.

Quando cai, você fica remoendo dentro de si ou elabora um ato de contrição verdadeiro e um propósito de voltar à luta sem errar novamente?

Anote aí, qual o defeito que mais entristece você? São as circunstâncias, ambientes, companhias, falta de vontade, ociosidade? Perceba tudo o que você escreveu sobre si mesmo. Inspire-se em Paulo que certa vez falou “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”.

“Quanto mais eu amadureço, menos eu adoeço”.

 

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