TRF virou problema

O que é uma grande conquista para o Judiciário de Minas Gerais e um alento (também prêmio) para juízes e desembargadores locais pode se tornar um sério problema com efeito dominó para o presidente Jair Bolsonaro. Ele tem até hoje para sancionar, ou não, o Projeto de Lei 5919/19 aprovado no Congresso Nacional, que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região, para atender o Estado mineiro. O problema é que o projeto que avançou no Parlamento com forte lobby de Antonio Anastasia, Aécio Neves e uma trupe suprapartidária esbarra no interesse de outros importantes Estados, que já mandaram recados para o Palácio do Planalto: também querem ter o “seu” TRF.

 

Você paga

Minas hoje compõe o TRF da 1ª Região, junto com outros 11 Estados da federação. O senador Anastasia, relator final do PL, jura que não terá custo algum. Claro que terá.

 

E paga também

No mesmo projeto, por exemplo, foi aprovado que os juízes substitutos que hoje atuam no TRF em Minas vão se tornar automaticamente titulares. E com isso vêm todas as benesses da carreira, como nova sede, carros com motoristas etc etc

 

Poderoso demais

A executiva nacional do PT quer enquadrar o manda-chuva do partido no Estado do Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Há até abaixo-assinado circulando na turma.

 

Só na dele

Escanteado do Governo e descartado para a vice da chapa do presidente Jair Bolsonaro na corrida à reeleição em 2022, o vice-presidente Hamilton Mourão retoma, nos bastidores, as conversas com legendas para pavimentar sua candidatura ao Senado no ano que vem. O PRTB do Rio sonha com sua candidatura ao Governo e faz pesquisas.

 

A seu tempo

Mourão não descarta migrar para outra legenda – PL e Republicanos, com quem conversou dias atrás, são opções – para outro projeto: concorrer pelo Rio Grande do Sul ao Senado Federal. Os políticos que passam pelo gabinete de Mourão para convidá-lo à filiação notam o permanente semblante de chateação do general com o presidente.

 

Voto separado

Em voto em separado na CPI da Pandemia, ao qual a Coluna teve acesso, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro. A ficha é corrida, segundo o documento de 149 páginas: 1. Crime de responsabilidade (art. 7º, número 9, da Lei n. 1079/50); 2. Incitação ao crime (art. 286 do Código Penal); 5. Crime contra a humanidade (art. 7º do Estatuto de Roma), entre outros.

 

Mais gente

Vieira também recomenda o indiciamento de ex-ministros e atuais: Eduardo Pazuello, ex-Saúde; Paulo Guedes, da Economia; Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Cidadania; Ernesto Araújo, ex-Itamaraty; Fábio Wajngarten, ex-Secom; Osmar Terra, ex-Cidadania; e deputado Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara dos Deputados.

 

Mais poder a elas

Pelo menos 7 de 10 brasileiros acreditam que o mundo seria mais pacífico e bem-sucedido se tivéssemos mais líderes políticas mulheres. É o que aponta pesquisa sobre liderança global, da Ipsos, com entrevistados de 28 nações, incluindo o Brasil. Enquanto 72% concordam com a afirmação, 18% discordam e 10% não souberam opinar.

 

Mata é do bem

O discurso de que a conservação da floresta amazônica atrasa a economia não cola com a população do Amazonas. Uma pesquisa da Fundação Amazônia Sustentável revela que 73,5% dos ouvidos não veem a floresta como entrave ao desenvolvimento econômico do Estado.

 

Verde vive

O estudo também apontou que 85,6% dos manauaras não acreditam que o desmatamento é necessário para o desenvolvimento econômico, e 40% afirmam que existem alternativas melhores do que desmatar.