Comércio de veículos continua parado

Um mandado de segurança impetrado no Tribunal de Contas do Estado pelo Sincodiv (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Paraná), com pedido de liminar, tenta furar o cerco que separa o Detran dos grandes bancos e que há dez dias paralisou completamente o comércio de veículos financiados no Estado. Cerca de 20 mil unidades, entre automóveis, caminhões, utilitários e motocicletas, foram vendidos nesse período, mas não foram entregues aos compradores porque os grandes bancos se recusam a liberar os recursos do financiamento para as revendas porque não confiam no sistema de registro da alienação financeira gerido pela Infosolo, a empresa credenciada pelo Detran/PR para prestar esse serviço. As estimativa é de que já soma a R$ 800 milhões o montante que deixou de circular nesses dez dias, em prejuízo para distribuidoras autorizadas, pequenas revendas e autônomos que atuam no comércio de veículos – sem contar o fato de os compradores já terem desembolsado valores altos em entradas à vista, pagamento de seguro e outras taxas, mas sem poder tirar os carros das lojas.

Oriovisto aplaudido

Em seu primeiro compromisso depois de eleito senador, a entrega do troféu “Guerreiro do Paraná” ao professor René Dotti pelo Movimento Pró-Paraná, o senador eleito Oriovisto Guimarães foi aplaudido várias vezes. Sentiu o gosto da fama. O presidente do MPP, Marcos Domakoski, lembrou que foi na Associação Comercial que o professor Oriovisto iniciou a campanha vitoriosa para o Senado há apenas três meses.

Disse mesmo

Surpreendente foi o discurso de René Dotti, que classificou de “maldita” a ideologia do politicamente correto: “Hoje, até cantar o Hino do Paraná e hastear nossa bandeira pode ser considerado politicamente incorreto”. O professor René recebeu o troféu “Guerreiro do Paraná” na comemoração dos 165 anos da Emancipação da Província.

Exonerado I

“Ordens superiores” determinaram que R$ 1 bilhão que a Paraná Previdência mantém aplicados em títulos de renda fixa deixassem de ser administrados diretamente pela própria entidade e fossem transferidos para uma corretora privada que, em tese, garantiria maior remuneração ao capital. A proposta foi oficializada pelo diretor-financeiro uns 40 dias antes da eleição, mas o diretor-jurídico deu parecer contrário.

Exonerado II

Resultado: o diretor-jurídico acaba de ser exonerado, como consta do decreto assinado pela governadora Cida Borghetti. Pode ser coincidência, mas a exoneração aconteceu dois dias após a proclamação do resultado do pleito, que, ao perder já no primeiro turno para o candidato Ratinho Jr., sepultou a chance de reeleição de Cida.

Exonerado III

O exonerado foi o advogado Mauro Borges, um dos servidores que, na década de 1990, ajudou na criação e implantação da Paraná Previdência – novo sistema que passou a gerir aposentadorias e pensões do funcionalismo público estadual.

Rendimento

A Paraná Previdência tem atualmente um patrimônio financeiro da ordem de R$ 7 bilhões, em quase sua totalidade aplicado em títulos públicos e privados de renda fixa. Mas é sobre 15% da carteira de renda fixa, equivalente a cerca de R$ 1 bilhão, que alguns olhos se arregalaram. Essa parcela bem poderia ser administrada por uma corretora privada que faria aplicações, digamos, mais rentáveis. Claro que cobrando as devidas comissões usuais do mercado – coisa que atualmente a Paraná Previdência não paga.