RIO ? Já classificado para as quartas de final, com a terceira colocação do Grupo B, a seleção brasileira de handebol masculino entrou em quadra sem muitas ambições na tarde desta segunda-feira, na Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra, e perdeu para a Suécia, por 30 a 19. Agora, o Brasil aguarda o resultado do jogo entre Croácia e Tunísia, que acontece na noite desta segunda, às 19h50m, para saber quem será seu adversário no mata-mata.

Em caso de empate ou vitória tunisiana, os brasileiros terão os próprios croatas pela frente. Porém, se a Croácia vencer, o Brasil enfrentará a França, atual bicampeã olímpica e campeã mundial. As quartas de final do handebol masculino acontecem na quarta-feira, em horários ainda indefinidos. Foi a primeira vez na história dos Jogos que a seleção brasileira conseguiu chegar ao mata-mata na modalidade.

? É um feito histórico. Mas esse time é muito jovem. Nas duas últimas rodadas (empate contra e Egito e a derrota desta segunda para a Suécia), nos faltou concentração e paciência. Depois que vencemos Polônia e Alemanha (atual número um do ranking mundial), ficamos eufóricos. É um time que ainda precisa amadurecer. Com certeza nas próximas Olimpíadas esse grupo vai crescer muito. Aí, sim, poderemos esperar mais dele ? disse o técnico da seleção brasileira, Jordi Ribera, deixando claro que a partir de agora o Brasil é franco-atirador.

Ele torce para enfrentar a Croácia nas quartas.

? Gostaria que a Croácia passasse, evidentemente. O nível da França é mais alto. Apesar que a essa altura todas as equipes estão crescendo na competição ? avaliou o treinador.

O Brasil começou bem, com gol de Leonardo Santos, antes do primeiro minuto. Mas a Suécia, atual vice-campeã olímpica, mas que ainda não tinha vencido nesta edição dos Jogos, reagiu. Aos 13, estava na frente do placar por 8 a 2. A seleção brasileira parecia meio desligada. Tentou reagir, mas a equipe escandinava parecia querer se despedir com dignidade da competição e endurecia o jogo. Aos 22, o placar apontava 12 a 7 para os europeus.

Aos 25, os suecos marcaram 15 a 9, com Nilsson, aproveitando um contra-ataque, após o Brasil utilizar o goleiro-linha. A etapa inicial terminou com o placar em 16 a 10.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo que terminou o primeiro. A torcida gritava “vamos virar”. Mas vibração mesmo foi quando o goleiro do Brasil Maik marcou um gol, também aproveitando o uso do goleiro-linha pela Suécia, aos oito minutos, diminuindo para 18 a 12. Na mesma situação a seleção diminuiu ainda mais a vantagem escandinava, aos 14, com Haniel Langaro (19 a 16).

Porém a Suécia ampliou novamente a diferença, não dando chance para reação. Aos 21, vencia por 25 a 17. No fim, imprimiu um ritmo ainda mais forte, finalizando a partida em 30 a 19.

? Conseguimos algo inédito, que foi a classificação para as quartas de final. Fizemos um bom trabalho, principalmente contra os, teoricamente, melhores times da chave.Só que contra a Suécia estivemos em um mal dia. Nada deu certo. Já para eles, as coisas funcionaram. Mas é assim: nas Olimpíadas, o Brasil, no handebol masculino, não é favorito em nenhum jogo. Estamos construindo uma história. E quem vier na próxima fase, seja quem for, temos que jogar com energia ? pregou o armador Leonardo Santos.