Riad – Em plena metamorfose após a decepção na Rússia, o Brasil de Tite voltará ao laboratório de testes no amistoso de sexta-feira contra a Arábia Saudita, às 15h (de Brasília), quatro dias antes de medir forças com a Argentina, no que será o primeiro grande desafio no caminho do próximo objetivo: a Copa América em casa de 2019.

O duelo, que será disputado em Riad, será o terceiro jogo da seleção brasileira neste novo ciclo, depois das cômodas vitórias contra Estados Unidos (2 a 0) e El Salvador (5 a 0) em setembro, com Neymar como capitão definitivo da equipe.

Superado o golpe da eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia para a Bélgica, Tite anunciou que usaria o restante do ano para realizar algumas experiências.

Não viajaram à Arábia Saudita Thiago Silva e Willian – ausente de uma convocação pela primeira vez em cinco anos-, num grupo com dez novidades em relação à equipe da Copa, incluindo o renascido Lucas Moura, que voltou à seleção graças à grande fase que vive no Tottenham inglês.

Tite, contudo, já avisou que as ausências não significam nada, como prova a volta de Gabriel Jesus, ignorado nas convocações para os amistosos de setembro, quando ainda sofria com as críticas pelas atuações decepcionantes na Rússia.

O atacante do Manchester City volta a vestir a camisa 9 do Brasil, que hoje formará com: Ederson; Fabinho, Marquinhos, Pablo e Alex Sandro; Casemiro; Fred, Renato Augusto, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

O adversário

Na teoria, O Brasil não deve encontrar muita dificuldade contra a Arábia Saudita do técnico argentino Juan Antonio Pizzi, que parece ter conseguido acalmar os ânimos de uma equipe que teve três técnicos em um ano. Pizzi assumiu o cargo em novembro do ano passado e comandou os Falcões na Copa do Mundo na Rússia, onde foram eliminados na fase de grupos, com derrotas para Uruguai e Rússia e uma vitória sobre o Egito. A campanha na Rússia valeu a Pizzi uma renovação de contrato até a Copa da Ásia, em janeiro de 2019.