Bicicletas do ciclismo de estrada invadem a Vila dos Atletas e o Rio

20160801_144302.jpg RIO – Embora lotada de delegações esportivas, é raro ver alguém praticando algo próximo a um esporte na Vila dos Atletas. A exceção até aqui é o grupo do ciclismo de estrada, cujas provas acontecem entre os dias 6 e 10 de agosto na Olimpíada do Rio. Nesta segunda-feira, enquanto o movimento geral se resumia a caminhadas vagarosas até a lanchonete ou ao pequeno mercado da Vila, várias bicicletas cruzavam velozes o caminho entre os alojamentos e a saída.

Assembleia

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Engana-se quem pensa que as bicicletas são usadas apenas neste breve trajeto. Atletas de países como EUA, Itália e Luxemburgo já se acostumam ao trajeto da competição e treinam nos mais de 40 km do eixo Grumari-Copacabana, ainda que as vias públicas ainda não estejam fechadas para carros.

? Um carro nos deixa em Grumari, e de lá pedalamos. Sim, chegamos até Copacabana. Parece bastante coisa mas nós, ciclistas, estamos acostumados. Dividimos cerca de 10 km do trajeto com os carros (trecho entre Barrinha e Leblon), mas não é problema ? explicou o italiano Vincenzo Nibali.

Nos Jogos, contabilizando as voltas que os atletas dão no circuito de Grumari, a prova masculina de resistência chega a 256,4 km, enquanto a feminina tem 130,3 km. Elas ocorrem nos dias 6 e 7 de agosto, respectivamente. Além da prova de resistência, Nibali vai participar do contrarrelógio, no dia 10.

Até o dia 24 de julho, o italiano vinha participando do Tour de France, a mais famosa prova de ciclismo de estrada do mundo – ele foi o 30º na classificação geral. No entanto, Nibali garante que a carga de treinos ente Grumari e Copacabana não produz cansaço. Pelo contrário: é, em suas palavras, um treino “leve”.

? Não dá para forçar muito. Estava no Tour de France há uma semana. Aqui no Rio só fazemos um treinamento leve ? garantiu.

Unimed

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