Curitiba – Preso desde a última sexta-feira (25), o ex-governador Beto Richa teve uma quarta-feira de derrotas, que culminaram, no início da noite, com a determinação do juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro da transferência imediata do ex-governador para as dependências da Superintendência da Polícia Federal ou do Complexo Médico Penal de Pinhais. Desde sexta, Beto estava no Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio, no Bairro Tarumã, apesar das críticas dos procuradores federais.

“Não há qualquer elemento concreto evidenciando que a integridade física do custodiado ou direito/prerrogativa estará em risco com o cumprimento da medida constritiva em uma das unidades prisionais onde custodiados os demais presos vinculados a operações deflagradas de ordem da Justiça Federal, notadamente a Superintendência da Polícia Federal no Paraná ou o Complexo Médico Penal de Pinhais”, escreveu o magistrado em sua decisão.

Mais cedo, Beto Richa já havia recebido a notícia de que o STF (Supremo Tribunal Federal) havia “retirado” o ministro Gilmar Mendes das investigações da Operação Integração, o mesmo Gilmar que pôs o ex-governador em liberdade às vésperas do primeiro turno das eleições do ano passado e ainda lhe conferiu um salvo-conduto para que não fosse mais preso.

Com a decisão do ministro Luiz Fux anunciada ontem, tomada em resposta a um pedido da Procuradoria-Geral da República, se a defesa do ex-governador recorrer de novo ao STF, o caso será julgado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator das investigações em torno da Operação Integração, que investiga um esquema bilionário de propinas praticado durante 20 anos nos pedágios paranaenses.

Por outro lado, Fux manteve com o ministro Gilmar Mendes o julgamento do caso derivado da Operação Radiopatrulha, que investiga suspeitas de fraude em licitações para obras em estradas rurais, pelo qual Richa foi preso em 11 de setembro de 2018.