Damasceno Júnior (PSDC) enfrenta sua terceira polêmica no seu primeiro mandato como vereador de Cascavel. Ele foi denunciado por uma ex-assessora de pegar parte do salário dela. O caso veio à tona após a divulgação de uma conversa da assessora recém-exonerada na qual reclamava que devolvia R$ 2,7 mil por mês do seu salário.

Segundo ela, o dinheiro tinha como destino o pagamento de parcelas de um carro do parlamentar e nos últimos meses servia de caixa para a campanha a deputado estadual – Damasceno gastou R$ 10,8 mil nas eleições de outubro (fez 937 votos), conforme dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dos quais R$ 3,6 mil teriam sido usados para bancar despesas do mesmo veículo denunciado, o Corolla placas DRF-0535.

O Gaeco já abriu investigação para apurar a denúncia feita pela ex-assessora, demitida no início do mês, segundo ela por se recusar a devolver parte do salário. Hoje o promotor Sérgio Machado vai se pronunciar sobre o caso.

Além das gravações com outros servidores de Damasceno que confirmam a prática, foram repassados aos investigadores recibos de pagamentos do carro do vereador.

O salário da ex-assessora era de R$ 4,3 mil e ela diz que pagava R$ 1.246 por mês a uma garagem referente à parcela do carro desde que foi nomeada, em novembro do ano passado. “Quando entrei [na Câmara], ele [Damasceno] falou que seriam três meses para investir no partido, em campanha. Mas depois continuou descontando e me ameaçou que, se eu não devolvesse [o salário], seria exonerada”.

Ela disse que pagou até julho deste ano as parcelas do carro. Cansada da situação, decidiu ficar com o salário integral no último mês e que por isso foi exonerada.

Ela denuncia ainda que a prática é comum entre os demais assessores de Damasceno. “Outros devolvem também. A chefe de gabinete tem o desconto maior, pois ela ganha mais”.

Conforme o vereador Olavo Santos (PHS), a Comissão de Ética só irá atuar caso receba denúncia formal do caso.

A reportagem de HojeNews tentou contato com Damasceno Júnior, mas as chamadas não foram atendidas.

Outros casos

Damasceno Junior foi eleito com 1.330 votos. Em setembro do ano passado, o parlamentar foi envolvido no caso de uma assessora de Assuntos Comunitários – indicada por ele – flagrada batendo o ponto na Câmara e indo embora. Ela ficou nomeada por dois meses e recebia R$ 2,9 mil dos cofres públicos. O caso denunciado pelo vereador Sebastião Madril (PMB) rendeu um afastamento de 45 dias de Damasceno – que em seguida retornou as atividades sem punições.

Depois, ele foi envolvido na divulgação de um áudio no qual aparecia negociando um cargo na Secretaria de Esportes em troca de serviços particulares.