
Na plateia, vários espectadores seguravam cartazes com os dizeres “Temer raus”, que quer dizer “Fora, Temer” em alemão, e gritavam palavras de ordem.
Na entrevista coletiva, após a sessão para a imprensa, o cineasta havia lido uma carta assinada por representantes de 11 dos 12 filmes brasileiros que fazem parte da seleção oficial. “Estamos vivendo uma grave crise democrática no Brasil. Em quase um ano sob esse governo ilegítimo, direitos da educação, saúde, trabalhistas foram duramente atingidos. Junto com todos os outros setores, o audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre sério risco de acabar”, dizia o documento, que já havia sido lido em protesto realizado na embaixada do Brasil na quarta-feira.
As exibições dos filmes “Pendular”, de Julia Murat, e “Rifle”, de Davi Pretto, também tiveram manifestações políticas pontuais.
“Joaquim” é o único filme brasileiro concorrendo ao Urso de Ouro e teve recepção fria na sessão para a imprensa, mais cedo.