Obras do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho em Cascavel estão 45,27% concluídas e com novo prazo até abril - Foto: Secom
Obras do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho em Cascavel estão 45,27% concluídas e com novo prazo até abril - Foto: Secom

Cascavel e Paraná - A ampliação dos atendimentos do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho de Cascavel vai ter que esperar mais um pouco para sair do papel. As obras de ampliação e revitalização que eram para ter sido entregues no fim de janeiro estão atrasadas e de acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Cascavel o prazo foi prorrogado para o mês de abril, visto que o atraso no cronograma ocorreu em razão de ajustes necessários na parte de climatização e da compatibilização de projetos junto ao Governo do Estado.

Por meio de nota, a Sesau informou que a obra está com 45,27% de execução concluída, conforme a última medição realizada, mas que, no entanto, esse percentual deve avançar de forma significativa nos próximos dias, já que uma nova medição está prevista na primeira quinzena deste mês de fevereiro. A empresa responsável pela execução ampliou a equipe de trabalho e está se organizando para concluir todas as etapas da obra até o mês de abril.

De acordo com a Sesau, atualmente, os trabalhos estão concentrados na fase de acabamentos, realizando os serviços de massamento e finalização da pintura e que o piso cerâmico já está totalmente concluído. Já a instalação do piso especial com manta vinílica será realizada somente após a conclusão total da obra, uma vez que esse tipo de serviço precisa ser executado por último. A climatização do espaço também segue em andamento. A obra iniciou em maio de 2024 e era para ter sido entregue em maio do ano passado.

Esta é mais uma prorrogação do contrato da obra que a princípio era para ter sido encerrada no dia 29 de setembro do ano passado, mas foi prorrogada para janeiro, sendo que o prazo para os trâmites legais para 10 de abril. Como as obras não ficaram prontas tudo acabou ficando para abril, mas podendo mudar ainda de acordo com a nova medição. O novo aditivo do contrato ainda não foi oficializado formalmente, já que precisa ser publicado no Diário Oficial do Município.

Estrutura

De acordo com o diretor do Hospital de Retaguarda, o médico Lísias de Araújo Tomé, um dos atrasos foi na rede hospitalar, já que por ser hospital precisar atender a uma estrutura bastante específica, tendo que passar pelas as redes de oxigênio, de ar comprimido, além de ter que ter um esgoto especial, já que sai material contaminado, ou seja, a obra é bem mais específica e detalhada do que em uma casa, por exemplo. Além disso, no mês de janeiro foi feita uma licitação para contratação de empresa responsável pela execução da subestação de energia e da caixa d’água que está em tramitação.

Segundo Tomé, a maior parte dos equipamentos para os novos espaços também já chegou ao hospital e foi guardada para ser instalada depois que a obra estiver pronta. Depois de concluída, iniciam os novos atendimentos, três centros cirúrgicos que estarão voltados a cirurgias de baixa e média complexidade, que atualmente lotam o sistema de saúde da cidade.

O diretor lembrou que atualmente tem pacientes que aguardam mais de uma semana na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) para conseguir realizar uma cirurgia ou ainda dentro do próprio HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) e, com os novos centros cirúrgicos este tipo de situação terá uma grande agilidade. “Poderemos fazer mutirões de cirurgias mais simples também, acreditamos que vai ter muitas utilidades esse serviço para a cidade”, frisou. Ao todo, serão 24 novos leitos, o que vai refletir em pelo menos 200 cirurgias por mês, já que a boa parte delas são cirurgias mais simples, que o paciente entra num dia e sai no outro.

Leitos

Atualmente, são 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 50 de enfermaria e, com a reforma o número salta de 60 para 84 leitos no total. Além da ampliação, a expectativa, de acordo com o diretor é que ainda tenha uma nova obra, desta vez por parte da Prefeitura de Cascavel, por meio de investimentos do Município, na parte estrutural substituindo a cobertura da parte antiga do hospital. O prédio já passou por uma reforma há anos, principalmente no telhado que apresentou muitas goteiras.

Obra

A obra está sendo executada pela a empresa Costa Oeste Construções, sediada em Cascavel, sendo que o novo prédio tem três pavimentos para serem abertos os novos leitos. A obra tem um valor total de quase R$ 7 milhões que foram destinados para a construção do novo centro cirúrgico e ainda mais R$ 2,6 milhões para a compra de novos equipamentos. O prédio já abrigou a UPA Brasília e o antigo Hospital Santa Catarina uma grande obra será feita na instituição.