
Curitiba e Paraná - Curitiba – Por trás de cada resgate no mar, existe uma logística silenciosa, integrada e cronometrada que começa muito antes da vítima ser retirada da água. No Litoral do Paraná, essa engrenagem envolve equipes em solo, viaturas, embarcações, aeronaves e a Cobom (Central de Operações dos Bombeiros), que funciona de forma ininterrupta para garantir rapidez no atendimento e aumentar as chances de sobrevivência.
O trabalho é coordenado pelo CBMPR (Corpo de Bombeiros Militar do Paraná), que atua desde o primeiro chamado ao telefone 193 até o encaminhamento da vítima para atendimento hospitalar, passando por decisões estratégicas que precisam ser tomadas em questão de minutos.
“A população costuma ver apenas o momento final do resgate, quando a pessoa é retirada da água ou embarcada no helicóptero. Mas antes disso existe toda uma cadeia de ações, com profissionais monitorando, avaliando riscos, definindo meios e organizando recursos para que tudo aconteça da forma mais rápida e segura possível”, explica a capitã Tamires Pereira, porta-voz do CBMPR.
Tempo é Vida
TEMPO É VIDA
Em situações de afogamento ou acidentes no mar, o fator tempo é determinante. Cada minuto pode representar a diferença entre a vida e a morte, especialmente em casos de parada cardiorrespiratória ou trauma grave. Por isso, as equipes do CBMPR trabalham com protocolos rígidos, que definem desde o tipo de viatura a ser enviada até a necessidade de acionamento de embarcações ou do helicóptero, conforme a gravidade da ocorrência e a localização da vítima.
“O objetivo é reduzir ao máximo o tempo entre o chamado e o atendimento efetivo. Isso exige integração entre quem está na central, as equipes em solo, os guarda-vidas e as tripulações aéreas”, destaca a capitã.
Estrutura Integrada
ESTRUTURA INTEGRADA
Durante a temporada de verão, a estrutura do CBMPR é reforçada com postos de comando, viaturas posicionadas estrategicamente, motos aquáticas, ambulâncias e aeronaves, permitindo cobertura rápida em toda a faixa litorânea.
O helicóptero do CBMPR, Arcanjo 01, é um dos principais diferenciais dessa operação, sendo utilizado tanto para buscas quanto para resgates aeromédicos, especialmente em locais de difícil acesso ou quando há necessidade de transporte rápido até hospitais de referência.
A aeronave, que opera com tripulação mista do CBMPR e do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), além de médicos e enfermeiros contratados por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, garante segurança operacional e suporte avançado de vida.
“O Arcanjo não é acionado de forma aleatória. Existe uma análise técnica por trás, que considera distância, gravidade da vítima, condições meteorológicas e disponibilidade de equipes. Tudo isso faz parte de uma engrenagem que funciona de forma integrada”, completa a oficial.