A Política de enfrentamento às mudanças climáticas busca proteger a comunidade escolar no Paraná. Descubra como isso será realizado - Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
A Política de enfrentamento às mudanças climáticas busca proteger a comunidade escolar no Paraná. Descubra como isso será realizado - Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Curitiba e Paraná - Os deputados Alexandre Curi e Gugu Bueno, ambos do PSD, protocolaram um projeto de lei na Assembleia Legislativa que cria o Programa de Enfrentamento às Mudanças e Emergências Climáticas nas escolas públicas e privadas do Paraná. A proposta busca reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e garantir mais segurança, conforto e bem-estar à comunidade escolar.

O texto define emergências climáticas como alterações atmosféricas ou socioambientais que provoquem ondas de calor extremo, chuvas intensas, tempestades, piora na qualidade da água ou do ar, e outras situações que afetem a saúde e a rotina de alunos, professores e funcionários. Entre as medidas previstas estão adequações das estruturas escolares, protocolos de enfrentamento de emergências e capacitação de alunos e colaboradores para situações de risco. “O projeto busca alinhar educação, sustentabilidade e proteção da vida”, explica Curi.

As ações incluem revisão de sistemas de climatização e isolamento térmico, instalação de fontes de energia renovável, melhorias na ventilação, cobertura de quadras poliesportivas, arborização com espécies nativas, abastecimento de água potável, captação de água da chuva e tratamento sanitário adequado. O PL também propõe inserir o tema mudanças climáticas nos projetos pedagógicos e, quando possível, adaptar estruturas escolares para funcionarem como abrigos em emergências.

Programa de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

A implementação poderá ser gradual, com prioridade para escolas mais vulneráveis, e prevê convênios e parcerias com prefeituras e organizações da sociedade civil. Segundo os deputados, o projeto responde à realidade do Paraná, que tem registrado eventos climáticos extremos com impactos significativos na população, infraestrutura urbana e serviços públicos.

“Estamos propondo que o Estado se antecipe a esses problemas, fortalecendo a estrutura das unidades, criando protocolos de emergência e preparando a comunidade escolar. É planejamento, prevenção e responsabilidade com nossas crianças e o futuro da educação no Paraná”, destacou Gugu Bueno. Estudos nacionais indicam que eventos extremos já interromperam aulas de mais de 1 milhão de estudantes no Brasil, agravando desigualdades educacionais.

Fonte: Alep