O vereador Roberto Parra (MDB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cascavel, apurou ontem a denúncia de que um paciente precisava ser transferido com urgência ao HU (Hospital Universitário), mas que vinha sendo atendido na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) Brasília por falta de vagas. Segundo ele, o paciente precisa tomar um antibiótico que só pode ser administrado em hospital.

“O paciente tem cirrose e precisava ir para o hospital. Pegamos os dados dele e viemos aqui, no Hospital Universitário, ver a situação e de que forma podia ser feita a transferência dele”, explicou o vereador, que foi até o HU à tarde tentar a transferência.

O paciente em questão tem 73 anos, mora no Bairro Lago Azul, e já havia ficado na UPA 17 dias, teve alta e depois ficou mais dez dias internado em um hospital em Nova Aurora, voltou para Cascavel e logo depois procurou a UPA, onde ficou sete dias à espera do internamento hospitalar.

Além dele, o vereador disse que há outros pacientes em situação de emergência na UPA e que precisam ser transferidos. “Em casos como esse, de extrema urgência, tentamos intervir. Mas há muitas pessoas que precisam e acabam ficando nas UPAs. O atendimento lá é bom, mas existem situações que competem ao Estado. O Município acaba pagando uma conta que é do Estado”, afirma.

Parra recebeu a informação de que seria providenciada a transferência do paciente idoso.

“O Estado precisa fazer algo. Aumentar o número de cirurgias eletivas, o número de profissionais, os atendimentos… Há muitos pacientes que precisam estar aqui [no hospital] e não estão. Estamos fazendo o que podemos para mudar essa situação”.

Segundo ele, a ortopedia é o setor do hospital onde há mais pacientes. “Chega a ser desumano… há muitas pessoas com fraturas nas UPAs. O hospital está cheio e tem muita gente da UPA com fratura que era para vir para cá [HU]. Esperamos que o novo governo contrate mais profissionais e que a demanda seja atendida por completo”.