Universidades e a meritocracia

Por Carla Hachmann

As universidades entraram novamente sob os holofotes nacionais após o corte de recursos pelo MEC, e o assunto rende muita discussão e, principalmente, divisão.

No Paraná, onde existem sete instituições estaduais bancadas basicamente com recursos públicos, o tema também entrou em pauta, especialmente porque o governo tenta conter os gastos e as universidades reclamam que mal conseguem manter o básico.

Por aqui, o governador Ratinho Junior já está com texto pronto para mudar essa relação, principalmente no tocante ao dinheiro. Terceirização de serviços, indicadores de qualidade, bônus por eficiência e outros parâmetros fazem parte da proposta inicial, que deve ser encaminhada para a Assembleia Legislativa.

Segundo Ratinho, a ideia principal é estabelecer parâmetros de meritocracia.

Por enquanto, o grosso do orçamento não deve sofrer alteração, porque mais de 90% vai para pagar os salários (são quase R$ 2,5 bilhões destinados às universidades). Assim, o foco é o custeio, cerca de R$ 130 milhões ao ano – e que vem reduzindo. Dessa conta, pouco ou quase nada poderá ser feito. Contudo, uma ala aposta em pelo menos uma redivisão de recursos, porque até então a força política de cada instituição era o quesito que norteava a divisão do bolo.

Os reitores conheceram a minuta esta semana. Pelo menos publicamente não houve choradeira, até porque eles conseguiram uma antecipação da verba de custeio dos hospitais universitários. Mas, nos bastidores, todos sabem que o receio é o mesmo de todos: o risco de se mexer na estrutura de cargos e salários.



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