Os novos ônibus do transporte público de Cascavel já têm em seu layout a inscrição “cidade inteligente”, mas no sistema de transporte, tirando os sensores que darão preferência aos coletivos nos semáforos, nada mais se diferencia da atual operação.

Por enquanto. A Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) encomendou à Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico) a criação de algo que evoluísse o controle dos horários nos terminais e da fiscalização das empresas operadoras do sistema.

O presidente da Fundetec, Alcione Tadeu Gomes, disse que, em parceria com uma empresa de software encubada na fundação, está sendo desenvolvido um projeto interessante. “Vai ser o fiscal do futuro. Desconheço outro lugar que controle as linhas nos terminais com fiscalização eletrônica. Vai haver um controle muito mais rigoroso das empresas, vai melhorar a gestão, enfim, são muitas as vantagens”, adianta.

Quanto isso vai custar? Ninguém sabe ainda. O protótipo será apresentado neste mês para Cettrans e Fundetec.

A proposta é instalar dispositivos nos 156 ônibus mais 20 antenas de comunicação divididas entre os cinco terminais de transbordo de Cascavel. As antenas vão se comunicar com os dispositivos dos ônibus para fazer o controle das operações.

A previsão é de colocar tudo para funcionar no primeiro trimestre de 2019. “As gestões municipais são curtas, temos que correr para implantar as inovações e evoluir o sistema de transporte o quanto antes”, diz Alcione.

Fiscalização manual

Hoje os fiscais da Cettrans controlam os horários de entrada e saída dos ônibus nos terminais. Todos têm uma escala para ser rigorosamente cumprida. Eles também são responsáveis em atender os passageiros e ficar de olho em quem tenta causar algum tumulto, como entrar sem pagar.

“Com esse novo sistema, o fiscal terá mais tempo para cuidar da organização do terminal, evitar entradas clandestinas e poder auxiliar as necessidades dos passageiros”, explica o presidente da Fundetec, Alcione Gomes.

Estão sendo feitos agora testes na incubadora para conseguir os equipamentos mais baratos e eficientes. “É um projeto que vai dar certo. Cascavel precisa disso para continuar evoluindo no conceito de cidades inteligentes”, acrescenta Alcione.

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Tecnologia reduz custos

Mesmo sem o custo do sistema inteligente de fiscalização dos terminais, o presidente da Cettrans, Alsir Pelissaro, acredita que a tecnologia vai colaborar com as despesas da companhia, especialmente com pessoal, pois a nova estrutura demandaria mais 41 fiscais.

“O sistema nos ajudará bastante. É prático, moderno e não precisaríamos contratar mais pessoal, até porque nem temos condições para isso. Já temos muitos fiscais e contratar mais é difícil. O sistema digital, além de estar no conceito de cidade inteligente, vai colaborar de outras formas”.