Cascavel – Depois de quase um mês liberada pela 4º Região do TRF (Tribunal Regional Federal) de Porto Alegre, a data da retomada das obras do Shopping Catuaí em Cascavel ainda não foi definida. Ontem, técnicos da BR Malls estiveram na cidade e fizeram uma vistoria de rotina. De acordo com a assessoria de imprensa do shopping, a visita é de rotina, uma vez que a construção ficou um tempo parada.

Segundo a assessoria, o objetivo é analisar a estrutura, ver o que já foi feito, o que precisará algum tipo de reparo e de onde a retomada das obras deverá partir. A princípio ainda não há uma data para quando a população de Cascavel verá os trabalhadores no canteiro de obras. Inicialmente está sendo feito um novo cronograma e posteriormente haverá a definição de quando tudo volta ao normal e, principalmente, quando a estrutura será inaugurada.

Questionados em relação à possibilidade da BR Malls desistir do empreendimento de R$ 300 milhões em Cascavel, o que foi cogitado após tantos entraves, a assessoria disse que em nenhum momento a administração do Shopping Catuaí pensou nessa hipótese.

O empreendimento está parado desde julho de 2015, quando a AGDS, que figurava como assistente do Ministério Público Federal questionou o Termo de Ajustamento de Conduta homologado pela 2ª Vara Federal de Cascavel.

A obra, que está com toda sua parte de fundação concluída, foi paralisada há quase dois anos. O investimento do grupo em Cascavel é em torno de R$ 300 milhões em mais de 30 mil metros quadrados em área de lojas, dois restaurantes, 1,6 mil vagas de estacionamento, entre outros atrativos.

Na Justiça

As obras do Shopping Catuaí podem ter um novo capítulo. A AGDS (Associação Global de Desenvolvimento de Desenvolvimento Sustentado) questiona a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal), de Porto Alegre, que a excluiu do processo que discutia a construção da estrutura em Cascavel, permitindo assim o reinicio dos trabalhos. A associação entrou com um embargo de declaração, pedindo, portanto, explicações à Justiça sobre alguns itens que tenham ficado confusos, porém, com o chamado efeito infringente, com a intenção de mudar a decisão do TRF. O recurso deverá ser apreciado pelo colegiado de desembargadores que autorizou a retomada da obra, mas ainda sem data definida.