Curitiba – O industrial Carlos Walter, eleito presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) para os próximos quatro anos, conversou com a imprensa após a confirmação da sua vitória na quarta-feira (14), em Curitiba. A posse de Walter será em 1º de outubro.

Walter percorreu todo o Estado durante a campanha de menos de dois meses e elencou as demandas recebidas pelos representantes do segmento. “Recebi muitas demandas, entre elas mais defesa dos interesses da Fiep com os governos estadual e federal, melhor condição de infraestrutura e a redução dos custos tributários que oneram os nossos produtos”, disse Walter.

O novo presidente venceu uma disputa apertadíssima – a diferença foi de apenas dois votos – e defende a unidade da federação e a valorização dos sindicatos e o trabalho do Sistema S, o que inclui a própria Fiep, o Sesi e o Senai. “Temos a defesa intransigente da indústria feita pela Fiep e por nós da indústria do Paraná. Isso tem que ser feito sempre por meio dos sindicatos que são os representantes legítimos da nossa indústria”, completou. Confira a entrevista.

Como será a atuação do Sesi e do Senai, por exemplo, e como será a Fiep daqui para frente?

Carlos Walter – O Sesi e o Senai – os serviços que prestam à indústria do Paraná – têm que ser cada vez mais valorizados destacando a importância desses serviços à indústria. Tanto na formação profissional e no apoiamento técnico feitos pelo Senai, o trabalho pela saúde e segurança do trabalhador por meio do Sesi. Temos a defesa intransigente da indústria feita pela Fiep e por nós da indústria do Paraná. Isso tem ser feito sempre por meio dos sindicatos que são os representantes legítimos da nossa indústria, nos seus setores variados e nas suas regiões que são diversificadas.

A eleição na Fiep teve a presença de empresários e representantes de todas regiões do Paraná, de norte a sul, o que mostra o empresariado está unido. Como o senhor avalia essa participação massiva dos empresários nessa eleição?

Carlos Walter – Sem dúvida, foi uma disputa muito acirrada com a participação total dos sindicatos aptos a votar. Isso mostra a importância da Fiep, aos serviços prestados pela entidade que representa a indústria do Paraná e que é parceira dos governos estadual e federal, e a favor da evolução deste Estado e da nossa indústria.

Como o senhor viu esse caminho do processo eleitoral levando a esse resultado bastante acirrado?

Carlos Walter – Isso mostra, como já disse, a importância da Fiep e das propostas colocadas na campanha. Mas, principalmente, a importância da ação da entidade na indústria do Paraná. Outro destaque que temos que ressaltar é a importância da participação dos sindicatos que compõem a Fiep. Eu fiz uma campanha sem fazer uma ligação sequer, extracontexto Fiep. Eu não pedi para ninguém fazer qualquer ligação a meu favor que não fosse dentro do contexto Fiep. Não comentei na imprensa ou na mídia em geral as questões internas da Fiep. Nós devemos satisfação a todo o Paraná, devemos satisfação pelo que o Estado evoluiu com a participação da entidade. As discussões do processo eleitoral cabem aos sindicatos e nós deveríamos discutir as nossas questões dentro dos sindicatos que são os associados e os aptos a votar. Fiz uma campanha buscando sempre a ética, o contato direto e o respeito às pessoas que compõem a indústria do Paraná.

Na campanha, o senhor foi ao interior e conversou com os industriais. Quais são as demandas deles?

Carlos Walter – Estou muito tranquilo em assumir essa missão à frente da minha diretoria. Não pretendo administrar sozinho, mas principalmente, com um colegiado de líderes e ouvindo todos os setores da indústria paranaense. Nessas andanças, ouvi os representantes das indústrias de todas as regiões do Estado e me sinto seguro com apoio que recebi e que estamos no caminho certo. Eu recebi muitas demandas, entre elas mais representação da Fiep, mais defesa dos interesses da Fiep com os governos estadual e federal, questões de normatização, regulamentação, melhor condição de infraestrutura e a redução dos custos tributários que oneram os nossos produtos.

Fonte: ADI-Curitiba