Brasília – O Paraná tem sete parlamentares na lista dos 100 congressistas destacados como “Os cabeças do Congresso em 2021”. O levantamento foi realizado pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), que mostra os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Dentre os 100 que comandam o processo decisório no Congresso, 66 são deputados e 34 são senadores.

Para a elaboração da lista são analisados quesitos como capacidade dos parlamentares como articuladores, organizadores, formuladores de projetos e leis, negociadores e formadores de opinião.

Entraram para a seleta lista o senador Alvaro Dias (Podemos) e os deputados federais Ênio Verri (PT), Gleisi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PDT), Luísa Canziani (PTB), Ricardo Barros (PP) e Rubens Bueno (Cidadania). Pedro Lupion (DEM) e Sérgio Souza (MDB) não aparecem na lista, mas são citados como parlamentares em ascensão dentro da Casa Legislativa. No Paraná, o partido que aparece com mais parlamentares na lista é o PT, com dois deputados federais.

O levantamento, segundo o departamento, foi realizado com base nos políticos que conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de qualidades e habilidades como protagonista do processo legislativo, na capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão dessas, e tomada de decisão.

Segundo o Diap, neste ano, a escolha dos parlamentares mais influentes foi impactada por dois episódios, ambos decorrentes da pandemia. O primeiro foi a adoção do sistema remoto de deliberação, que dificulta identificar os parlamentares mais presentes nas articulações e nas negociações, já que essas ficam muito restritas a líderes e relatores nesse período. O segundo foi o início da instalação das comissões permanentes da Câmara dos Deputados, em meados de março, que se estendeu até abril. Esses colegiados são instâncias importantes de poder, que ajudam a identificar quem tinha prestígio para ser indicado pelas respectivas bancadas para presidir colegiado temático. Isso, entretanto, não impediu que se chegasse aos parlamentares mais influentes do ano em curso.

A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, correspondente ao período de fevereiro a junho de 2021. Assim, quem esteve ou está licenciado do mandato, mesmo influente, não foi incluído na publicação. Por isso, não constam entre os 100 mais influentes de 2020 os deputados nomeados ministros no Governo Bolsonaro, como Onyx Lorenzoni (DEM), ministro do Trabalho e Previdência; e Tereza Cristina (DEM), ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.