COTIDIANO

Segunda safra de milho no Paraná está desprotegida

22 de junho de 2015 às 10:31
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Curitiba – O governo federal cortou R$ 58,5 milhões de subsídios para cinco mil apólices do seguro rural para o milho safrinha. Os recursos que eram estimados para este ano, não foram liberados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

A situação traz prejuízos a plantações, sobretudo do Paraná, que produz duas vezes mais do grão no inverno e está desprotegido.

“A segunda safra de milho corresponde a uma produção de mais de dez milhões de toneladas no Estado e está sem cobertura. O produtor que já enfrenta prejuízos no campo com a geada, agora precisa arcar com ônus inesperado”, afirma o presidente do Sindicato Rural Patronal de Cascavel, Paulo Orso.

Segundo ele, o corte do governo federal surge como uma retaliação aos trabalhadores rurais.

“Além de produtores, são consumidores e transformadores do milho. O agricultor plantou dentro das normas exigidas, fez o contrato com as empresas para ter segurança, conforme o que investiu no campo, e pagou pela sua parte. Já o governo, deixou de cumprir a sua responsabilidade com a subvenção para a segunda safra de milho”.

Produtores que antes contavam com aporte da União de 60% no pagamento do serviço, foram informados por companhias seguradoras sobre o ocorrido e receberam boletos bancários para quitarem a parte do prêmio que o governo federal não honrou.

Alguns agentes financeiros irão debitar a parte que caberia ao governo na conta corrente de trabalhadores do campo que fizeram o financiamento de custeio e contrataram o seguro agrícola.

(Com informações de Romulo Grigoli)

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