Curitiba – O governador Ratinho Junior tem seu primeiro grande desafio em mãos: a confirmação do primeiro caso de febre amarela no Paraná. Um jovem de 21 anos está internado no Hospital Regional do Litoral, mas passa bem.

A notícia vem no dia seguinte à confirmação de que os macacos encontrados mortos no litoral estavam contaminados com o vírus da doença.

Até agora, o Paraná era um dos poucos estados livre da doença, que tem tirado o sono de estados como São Paulo.

Com a formação do Coes (Centro de Operações em Emergências em Saúde) na Secretaria Estadual de Saúde, uma equipe foi novamente ao litoral nessa terça-feira (29) e foi criado um Coes na 1ª Regional de Saúde de Paranaguá para monitorar a doença.

O Centro de Operações em Emergências em Saúde também preparou um documento com o chamado fluxo de manejo clínico, para orientar os profissionais de saúde na identificação e tratamento da febre amarela, uma vez que o último caso da doença ocorreu em 2015, em que a doença foi contraída fora do Estado.

Várias medidas e estratégias de enfrentamento já estavam em andamento na Secretaria da Saúde, especialmente dirigidas aos sete municípios da 1ª Regional e municípios da 2ª Regional, pela proximidade com o Estado de São Paulo, onde muitos casos já haviam sido confirmados.

O alerta é estendido a grupos estratégicos de pessoas nas áreas de risco, como caminhoneiros que descem ao Porto de Paranaguá, funcionários da Segurança Pública e trabalhadores de empresas que circulam pela Mata Atlântica. Até o momento, no entanto, não foram encontrados mais macacos mortos.

Em caso de dúvidas, os telefones para contato são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.

Dengue

O problema se agrava com o crescente número de notificações de suspeita de dengue, que passou de 6.528 para 7.281 notificações em uma semana. “Estamos ainda no auge do verão e as condições climáticas são muito adversas, o que facilita o desenvolvimento de focos e criadouros do mosquito transmissor”, alerta a médica-veterinária Ivana Belmonte, do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Os casos autóctones confirmados (contraídos no próprio município) passaram de 135 para 155. Já há notificações em 253 dos 399 municípios do Paraná. Quinze deles são considerados de alto risco. Os municípios com maior número de casos suspeitos notificados são Londrina (1.600), Foz do Iguaçu (852) e Paranaguá (445). Já os casos confirmados ocorrem mais nos municípios de Uraí (36), Foz do Iguaçu (28) e Londrina (22).