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COTIDIANO

Região confirma chikungunya e aumenta risco do zika vírus

21 de dezembro de 2017 às 06:01
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Foz do Iguaçu – Os riscos de uma epidemia por dengue, chikungunya e zika vírus estão se confirmando e a região intensifica o alerta epidemiológico. A tensão deve aumentar após as chuvas desta semana, potencializando a existência de criadouros para o mosquito transmissor. “Se até o momento em que estava seco já vínhamos registrando casos de dengue e as suspeitas das outras doenças, após as chuvas isso pode aumentar. É preocupante! A população precisa manter a vigilância e os cuidados”, afirma o coordenador do combate a endemias em Toledo, Selidio Scmhdit.

Dois dos sete casos de chikungunya no Estado estão na região oeste, ambos em Foz do Iguaçu.

O agravante é que há ainda 60 casos suspeitos da doença em todos os municípios cobertos pelas três regionais da Saúde – a 9ª de Foz do Iguaçu, a 10ª de Cascavel e a 20ª de Toledo. Isso equivale dizer que na região estão 30% de todas as notificações suspeitas de chikungunya no Paraná.

Zika vírus

Mas esta não é a única doença transmitida pelo Aedes aegypti que provoca alerta regional. Ainda não foram registrados casos de zika no Paraná no atual período epidemiológico, que começou em 1º de agosto de 2017, mas, de acordo com o boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado nesta semana, 54% de todas as suspeitas da doença estão no oeste.

O maior número de suspeitas e que aguardam resultado dos exames laboratoriais está em Cascavel, com 31 anotações. Em seguida estão Foz do Iguaçu, com 15, e Corbélia, com sete. Na soma, o oeste tem 55 notificações suspeitas de zika, enquanto em todo o Paraná são 101.

Dengue

Quanto aos casos de dengue, a situação é ainda amais crítica. Três em cada dez confirmações em todo o Paraná estão na região. O maior número geral de casos é na cidade de Foz do Iguaçu com 47 registros, 44 autóctones e três importados. Em Cascavel são 25 confirmações sendo 24 autóctones e uma importada. Proporcionalmente, o Município com maior número de casos de dengue é Três Barras do Paraná. De agosto até agora já foram sete confirmações.

Na soma, a região já tem confirmados 93 casos de dengue em quatro meses e meio. Em todo o Paraná são 305.

Fim de ano: preocupação em dobro

Segundo o enfermeiro Daniel Loh, da 10ª Regional da Saúde de Cascavel, a preocupação extra agora é por conta das viagens de fim de ano. O risco da proliferação de mosquitos se potencializa com as viagens de férias. “Muita gente sai de casa e fica 20 dias fora. Este é um período que pode haver a proliferação do mosquito com muita facilidade, principalmente depois das chuvas. Além disso, o retorno das viagens também nos preocupa. Muitas pessoas podem voltar doentes e trazerem o vírus de fora. Como somos uma região endêmica para a dengue e muitas pessoas ainda não pegaram chikungunya e zika, podemos ter uma epidemia das três doenças”, reforça.

Daniel explica que o aparecimento de muitos casos suspeitos significa que a vigilância em saúde está constante. “Se notificamos os suspeitos é porque estamos monitorando tudo de muito perto, no momento em que confirmarmos os primeiros casos poderá ser feita uma ação rápida de contingenciamento para que um registro não se torne 30, 50 infectados”, explicou.

Ele reforça ainda que o LirAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes aegypti) baixo não significa risco baixo para epidemias. “Se o LirAa foi feito num período de seca, a tendência é para que seja baixo. Mas se voltar ao local e refazer após as chuvas, ele pode dar alto. O levantamento é apenas um dos instrumentos para nos dar um norte sobre as ações de contingenciamento, mas não é o único nem o decisivo. Mesmo ele aparecendo zerado, isso não diminui nossa preocupação, muito pelo contrário, ele nos coloca em alerta”, destacou.

Para o enfermeiro, outro fator é essencial para segurar os casos: “Já está mais que comprovado que o poder público não dá conta sozinho. Então se as pessoas tirarem dez minutos da sua semana para eliminar os potenciais criadouros, nós vamos diminuir os registros. Só assim será possível controlar estas doenças“, destacou, ao lembrar que o período de alerta extremo segue até o início do inverno.

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