R$ 9,63 milhões com cesta básica

Os servidores reivindicam a ampliação do auxílio-alimentação

Está em andamento uma nova negociação com o funcionalismo público de Cascavel. Em junho, o Município já havia autorizado o rejuste de 5,07% sobre os salários, dividido em quatro parcelas. Agora, os servidores reivindicam a ampliação do auxílio-alimentação: cobram que todos os que ganham até R$ 2,8 mil recebam a ajuda. Hoje, só têm direito quem recebe até R$ 2,4 mil.

O Município já apresentou justificativas contrárias ao reajuste e à cobertura na integralidade. Para atender à reivindicação da categoria, o aumento do auxílio-alimentação seria de 140%, totalizando R$ 6,5 milhões neste ano e R$ 16 milhões ano que vem. O impacto financeiro é considerado inviável pelo Paço: “Torna-se impraticável. Ainda que não incida no cálculo de gasto com pessoal, gera grande impacto aos cofres”, afirma o secretário de Planejamento e Gestão, Edson Zorek.

Por isso, o Município apresentou contraproposta com valor menor: propôs aumentar de R$ 216 para R$ 250 o auxílio-alimentação a quem ganha até R$ 2,6 mil – reajuste de 15,7%. Valor inferior ao reivindicado, já que a expectativa do Sismuvel (Sindicato dos Servidores Municipais de Cascavel) era de que o auxílio ficasse em R$ 300.

O impacto será grande aos cofres públicos: passará de R$ 6,7 milhões para R$ 9,6 milhões em 2021, aumento de 43%. “Convocaremos a categoria para decidir se aceita ou não a proposta, que ficou bem abaixo do que havíamos reivindicado”, explica Ricieri D’Steffani Júnior, presidente do Sismuvel.

 

 



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