Cascavel – O secretário de Saúde de Cascavel, Thiago Stefanello, apresentou ontem (17) os dados relativos ao primeiro quadrimestre de 2020 das contas da pasta, em sessão no plenário da Câmara de Vereadores, transmitida pelas redes sociais.

Nos primeiros quatro meses de 2020, Cascavel arrecadou R$ 222.194.950,85, destinando R$ 78.086.427,28 (35,14%) para a saúde, acima do limite obrigatório, que é de 15%.

O advento da pandemia também trouxe recursos exclusivos para o enfrentamento à covid-19. Nesse sentido, a Secretaria de Saúde investiu no período R$ 1.316.621,34 em material hospitalares, equipamentos de proteção individual, exames laboratoriais e outros serviços.

Um dos principais efeitos da pandemia na saúde foi nos atendimentos realizados, tanto por convênios quanto pela atenção básica e de urgência. Além do fato de os atendimentos terem sido suspensos nas unidades básicas e no Cisop, o secretário disse que as pessoas permaneceram mais em casa, o que também impactou nos números.

A queda nas consultas médicas especializadas chegou a 41,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2019, enquanto a queda dos exames relacionados a essas consultas foi de 23,6%.

Já os números de consultas médicas especializadas no Ceacri (Centro Especializado de Atenção à Saúde da Criança e Adolescente) são mais expressivos: de 2.359 em 2019 para 957 neste ano, e de consulta multiprofissionais foi de 83,55%, passando de 16.130 para 2.652 atendimentos.

Média e alta complexidades

Os atendimentos no Cisop também foram suspensos em março e só retomados em junho, o que refletiu em queda de 34% nas consultas de média complexidade agendadas e de 18,9% em exames. Já as consultas de alta complexidade registraram queda de 44% e os respectivos exames, 14,8%.

Filas maiores

Com consequência, aumentou a fila de espera por consultas de média complexidade, com 37.459 pacientes no fim de abril, um pouco menor que de um ano antes (38.219), mas 9% superior ao de dezembro (34.271).

As consultas por especialidades tinham 15.516 pacientes na lista de espera em abril, contra 3.712 pacientes em abril de 2019.

A secretaria observou que foram incluídos ainda ano passado os pacientes da oftalmologia que não vinham sendo registrados.

A espera por exames era de 57.554 pacientes no fim do primeiro quadrimestre deste ano, 6% a mais que ano passado (54.299).

Já a espera por exames de alta complexidade mais que dobrou: passou de 812 pacientes para 1.957.

Medicamentos

A pandemia refletiu também no setor farmacêutico. Os números apresentados por Thiago mostram redução nas prescrições atendidas e aumento no custo de medicamentos dispensados. Na soma dos atendimentos das Farmácias Básicas I, II e III, houve queda de 5% em relação ao mesmo período de 2019: de 79.630 para 75.518 prescrições, neste ano.

Já em relação ao custo houve aumento de 11,7%, subindo de R$ 1.228.556,61 em 2019 para R$ 1.373.199,30.