Provocado a comentar a intenção da Prefeitura do Rio de assumir o Maracanã e passar a gestão do estádio para Flamengo e Fluminense, o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, comentou neste sábado que o clube tem interesse e condições de gerir a arena. Mais cedo, o prefeito Eduardo Paes declarou, em solenidade de inauguração do Corredor TransOlímpico (via expressa integrada ao BRT, ligando Recreio a Deodoro), que pretende ficar com o Maracanã e repassá-lo à dupla Fla-Flu. A notícia foi antecipada na coluna deste sábado de Ancelmo Gois no GLOBO.

– Achei ótimo. O Flamengo estará pronto a colaborar e a assumir a gestão do Maracanã, independentemente de qual será o poder concedente, Estado ou Prefeitura – afirmou.

Segundo o dirigente, porém, a intenção da Prefeitura não impede o Flamengo de continuar, pelo menos por enquanto, a busca por um estádio, para evitar correr riscos no futuro de repetir a situação de agora, em que não há lugar no Rio para jogar.

– Como a situação ainda não está resolvida, é nossa obrigação continuar a avaliar alternativas possíveis – destacou Bandeira.

ENTENDA O CASO

No fim do mês passado, a Maracanã S. A. (empresa que tem a Odebrecht como sócia majoritária) formalizou ao governo do Rio a intenção de rescindir amigavelmente o contrato de concessão que vigora até 2048. Acumulando prejuízo no estádio de R$ 77 milhões em 2014 e R$ 48 milhões em 2015, segundo seus balanços, a Odebrecht desistiu do negócio.

Nos últimos meses, a Maracanã S. A. chegou a conversar com outras empresas que poderiam assumir a concessão, numa negociação que necessita da aprovação e agradaria ao governo estadual. Os números negativos, e condições consideradas adversas (como a proibição de se erguer empreendimentos comerciais no lugar dos vizinhos Célio de Barros e Julio de Lamare), porém, afugentaram até agora eventuais investidores.