O GT Ferrovias cumpre uma extensa agenda de compromissos que vence etapas determinantes para transformar o Paraná em um dos maiores e mais importantes corredores ferroviários do Brasil. Uma das visitas mais recentes de integrantes do Grupo de Trabalhos foi ao presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Grolli. Participaram do encontro o presidente da Ferroeste, André Gonçalves, e o coordenador do Plano Estadual Ferroviário Luiz Fagundes.

Com 1.285 quilômetros de extensão, ligando o Porto de Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e ao Paraguai, a Nova Ferroeste/Corredor de Exportações Ferroviários vai criar uma estrutura que fará do Paraná o hub logístico da América do Sul. “O Oeste e o Estado têm muito a ganhar com esse projeto. Por isso, todos os esforços e o vencimento de cada uma das etapas contam e muito para a consolidação de um projeto transformador”, segundo Dilvo Grolli.

O presidente da Coopavel sempre defendeu a estruturação de um modal de transportes que pudesse, além de agilidade, reduzir custos ao setor produtivo. “E essa é uma das respostas que esse grande projeto trará. A Nova Ferroeste terá impacto econômico significativo na economia não apenas do Paraná, mas do País com diminuição de cerca de 28% do Custo Brasil, tornando nossos produtos ainda mais competitivos no mundo”, afirma Luiz Fagundes.

A previsão de investimentos na nova ferrovia, com construção de ramais em direção ao Mato Grosso do Sul e a Foz do Iguaçu e com a superação de obstáculos estruturais em regiões de serra no Centro-Sul e Litoral, é de R$ 25 bilhões. Depois de iniciadas, as obras deverão consumir nove anos ininterruptos de trabalho para ficar prontos. “Com uma ferrovia devidamente estruturada e planejada, então teremos acesso às riquezas, além do Oeste, de outras regiões de grande produção primária”, segundo Dilvo. “O potencial é enorme e a ferrovia imprescindível para dar suporte a projeções bastante animadoras”.

Avanços

O GT Ferrovias cumpre agenda de contatos que levam informações cruciais para avanços no processo da Nova Ferroeste. São encontros com líderes políticos, empresariais e do agronegócio, conversas com secretários de Estado e com o governador Ratinho Junior, além da recepção a técnicos de órgãos como ministérios da Economia e da Infraestrutura e também do Ibama e Funai. Uma das conquistas recentes foi a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Paraná, da PEC da Ferroeste, emenda à Constituição que permite a inclusão de um novo formato de concessão (Lei de Autorização) na Carta Magna Estadual, permitindo que empresas edifiquem ramais ferroviários ligando fábricas ou cooperativas até a linha principal do traçado.

O Grupo de Trabalho recebeu dias atrás técnicos de órgãos ambientais, econômicos e de infraestrutura para sobrevoo em trechos nos quais haverá correção no traçado da ferrovia em áreas hoje conhecidas como gargalos estruturais que limitam seriamente as operações do modal. “A Nova Ferroeste tem como premissa ser sustentável, ou seja, desenvolver o modal ferroviário em bases econômicas, com respeito ao meio ambiente e socialmente justo”, ressalta o presidente André Gonçalves.

Licenças

Um dos desafios mais importantes para as pretensões do governo e da iniciativa privada quanto ao futuro do novo corredor de exportações está na questão ambiental. De acordo com Luiz Fagundes, os trabalhos andam bem e a intenção é chegar em 2022, no leilão na Bolsa de Valores, já com as licenças ambientais já devidamente asseguradas.

A Nova Ferroeste integra o Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI do Ministério da Economia, o que faz dela uma prioridade nacional. Além de líderes cooperativistas como Dilvo Grolli, essas informações todas são compartilhadas com autoridades e entidades, a exemplo do que ocorreu no início de julho em encontro com representantes da Abdib, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.