Curitiba – Cotado para disputar o Senado e ocupar o vazio que Beto Richa deixa após a prisão, o ex-senador Osmar Dias (PDT) afirma que o Paraná deve entender agora as razões que o levaram a desistir da candidatura ao governo do Estado na véspera do fim das coligações partidárias mesmo com quase 30% das intenções de voto.

A jornalista Ruth Bolognese, do Blog Contraponto, conversou com Osmar. E, antes de responder sim ou não se pretende se candidatar ao Senado, Osmar devolve a pergunta: “E você acha que devo entrar na política diante do que está aí?”

Mesmo que o presidente do partido dele, o ex-ministro Carlos Lupi e outra liderança de peso o ex-prefeito Gustavo Fruet estejam conversando sobre a possibilidade de um retorno, Osmar garante que ninguém o consultou. “O que temos hoje no Paraná são candidatos ao governo fazendo acordos e comprometendo a futura administração para garantir apoios. Se o Ratinho Jr cumprir as promessas que está fazendo vai ter que dobrar o número de secretarias de governo, e não cortar pela metade, como vem dizendo”, afirma o ex-senador.

Ainda magoado com o irmão, Alvaro Dias – “ele me deu uma facada nas costas ao fechar acordo com o Ratinho” -, Osmar diz que sofreu muito, e ainda sofre, pela decisão tomada: “Fui eu quem desisti e isso me doeu e ainda dói muito. Mas eu não tinha condições de atender os pedidos em troca de apoio. Eram muitos, impossíveis de se cumprir, sem colocar em risco a administração futura do Paraná.”

Osmar ainda acompanha a política do Paraná de perto, quer saber para onde foram os eleitores que pretendiam votar nele para o governo, mas não se anima a entrar para valer no espaço deixado pelo ex-governador Beto Richa. E revela que já tinha ouvido as gravações que embasaram as prisões de todo o grupo ligado a Beto. “O Tony Garcia levou à minha casa as gravações. E depois de ouvir tudo, alguém acha que eu seria capaz de fazer um acordo político com o Beto?”