OPINIÃO: O que se pode fazer para evitar o aquecimento global

As questões sobre alterações climáticas no planeta continuam polêmicas e até mesmo contraditórias. Tanto que, ao mesmo tempo em que se fala muito em aquecimento global, populações de diferentes países têm enfrentado invernos cada vez mais rigorosos e extensos.

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Como o tema é realmente complexo, também não há como negar a ocorrência de ondas de calor, incêndios florestais e secas prolongadas, em diversas regiões do planeta.

Com isso, neste ano de 2018, milhões de cidadãos de todo o mundo continuam sofrendo efeitos efetivos ou temendo consequências de mudanças no comportamento do clima.

Conforme estudiosos do clima, alguns acontecimentos são sinais de alerta, especialmente sobre riscos da liberação massiva de carbono na atmosfera, mas também de ações preventivas ao alcance do ser humano.

Segundo especialistas, a elevação de 2ºC na temperatura global é considerada a alteração máxima que o planeta poderá sofrer sem riscos de catástrofes na produção de alimentos, abastecimento de água, preservação da biodiversidade e manutenção do atual nível dos mares.

Na Cúpula do Clima de Paris, realizada no fim de 2017, vale recordar, dirigentes de diversos países aceitaram a exigência de manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC, beneficiando inicialmente populações de pequenas ilhas e outras áreas costeiras.

Para isso, segundo especialistas, devem ser adotadas medidas urgentes, começando pela substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis.

Relatório da Agência Internacional de Energia destaca que ações nesse sentido, desde que tomadas com brevidade, podem reduzir em 70% as emissões de carbono até 2050 e em 2060 a população e economia mundial poderão livrar-se dessa contaminação atmosférica.

O problema é que mudança tão grande nas fontes de energia necessitaria de escalada sem precedentes no uso de tecnologias de baixo carbono, em todos os países do planeta.

Menos mal é que já na Europa, na China e na Índia, o carvão está sendo rapidamente substituído na função de combustível para a geração de energia.

Para esse avanço, a energia eólica e/ou solar está se tornando comum, porque está ao alcance e é do interesse de todo o planeta, pois reduz muito o custo de segmentos produtivos e do bem-estar da população.

Outra medida importante seria eletrificar o sistema de transporte, com o último veículo movido a gasolina ou óleo diesel sendo produzido e comercializado antes de 2035.

O mesmo poderia acontecer com casas e escritórios gerando eletricidade renovável em quantidade suficiente para atender às próprias necessidades.

Outra decisão urgente seria a preservação de florestas tropicais, pois a sua derrubada responde por cerca de 20% das emissões anuais de gases causadores do efeito estufa.

Estudos recentes indicam que a preservação e/ou reposição de matas é a melhor forma de recapturar carbono já lançado na atmosfera e evitar o aumento da temperatura.

A medida conta, inclusive, com o apoio do agronegócio, pois a atividade econômica exercida a céu aberto e exposta às adversidades climáticas, depende de clima equilibrado.

Para finalizar, os estudiosos defendem a conscientização da população, do cidadão anônimo até grandes empresários, governantes e legisladores, sobre a necessidade e urgência da preservação ambiental para a sobrevivência da vida no planeta, pois todos correm os riscos do aquecimento global e seus efeitos trágicos.

Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná licenciado e chefe da Casa Civil do governo do Estado – dep.sperafico@uol.com.br

Unimed

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