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COTIDIANO

Oeste é a região com maior concentração de casos no País

20 de dezembro de 2017 às 06:05
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Marechal Cândido Rondon – Proporcionalmente, o oeste do Paraná é onde está a maior concentração regional de casos de ferrugem asiática da soja em lavouras comerciais de todo o País. Segundo o Consórcio Antiferrugem, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), já são cinco diagnósticos da doença nesta safra, sendo quatro em lavouras comerciais e apenas uma em soja voluntária.

Além delas, o Consórcio aguarda os resultados da análise em uma área em Toledo onde se encontrou a presença de esporos.

Diante desse cenário, e de um fungo que pode provocar devastação total de lavouras, a maior parte dos produtores concluiu nesta semana a segunda aplicação de fungicidas. “Por enquanto até imaginamos que o aparecimento de novos casos esteja controlado, mas se chover fica preocupante e aí será analisado se a terceira aplicação será necessária”, reforça Marlon Lucas, agrônomo que atua em uma cooperativa de Marechal Cândido Rondon.

E por falar em Marechal Rondon, esta foi uma das cidades onde um caso da doença foi confirmado, mas se tratava de soja voluntária. Os registros em lavouras comerciais foram em Terra Roxa, Maripá, Itaipulândia e São Miguel do Iguaçu.

O aparecimento da doença durante este período, que é crucial para o desenvolvimento da oleaginosa, é só mais um fator preocupante no campo. Se por um lado a chuva preocupa com a disseminação da ferrugem, de outro as plantas morrem de sede. As lavouras plantadas mais tarde por falta de chuva, atrasando o ciclo em pelo menos um mês, também sofreram com o excesso de precipitação em outubro e agora, mais uma vez, com a estiagem que se arrasta desde o dia 25 de novembro. “Se não chover pelo menos uns 50 milímetros de maneira uniforme nos próximos dez dias teremos perdas consideráveis de produtividade. Hoje 60% das lavouras [cerca de 600 mil hectares em toda a região] estão em floração e a falta de chuva pode provocar o abortamento da florada. Isso equivale dizer que pode não haver a frutificação”, afirmou o técnico do Deral (Departamento de Economia Rural) José Pértille, ao lembrar que os outros 40% estão em frutificação.

A colheita, geralmente iniciada na segunda quinzena de janeiro, foi protelada para o fim do próximo mês devido a todos os atrasos no ciclo.

Previsão do tempo

De acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, há a possibilidade de chover cerca de dez milímetros por dia até a próxima segunda-feira. “Se essa chuva se confirmar, será a salvação da lavoura”, encerra Pértille.

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