POLÍTICA

Observatórios estão de olho na corrupção

01 de março de 2018 às 09:55
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Cascavel – A Rede OSB (Observatório Social do Brasil) tem seu foco de atuação nos municípios, exercendo o controle social sobre os gastos das prefeituras e das câmaras. Dessa forma, não atua sobre o governo federal, nem mesmo os estaduais, mas isso não afasta o órgão da observação do cenário, em especial relacionado a praticas de corrupção.

A secretária executiva do OSB, Roni Enara, argumenta que, apesar de esse não ser o foco do órgão, a corrupção não deixa de preocupar. Para Roni, o processo é sistêmico e endêmico, presente em todas as esferas de governo, com a participação de grandes empresas. “O OSB entende que o País só vai mudar quando os cidadãos fizerem mudanças de comportamento no seu dia a dia. Por isso, desde 2012 trabalha com ações educativas com o propósito de disseminar a ideia do Brasil como uma ‘Área Livre de Corrupção’”, diz.

O foco do OSB é o Pacto Pelo Brasil, de acordo com Roni, pode ser definido como uma proposta para que cada cidadão, empresário, estudante, profissional, servidor público responda uma pergunta: qual sua contribuição para o Brasil que queremos? Ou seja, que cada cidadão ou organização se comprometa com uma agenda positiva pra construir relações de integridade e confiança.

Crime e política

“Acreditamos e confiamos no trabalho de todos os profissionais envolvidos na Operação Lava Jato e fazemos votos de que ela tenha continuidade até chegar ao fim do "emaranhado novelo" de corrupção. E que sirva de exemplo para todos os brasileiros!”, relata a secretária executiva.

Faltam brasileiros

Roni Enara declara que muito pode ser feito para que essa realidade seja transformada: “Há tanto trabalho a ser feito nos municípios do Paraná que todos os voluntários são bem-vindos: aposentados e profissionais ativos de diversas profissões, professores, estudantes e até donas de casa têm espaço no trabalho dos observatórios. Elas podem, por exemplo, ajudar a monitorar a merenda na escola pública onde seus filhos estudam, ou até mesmo participar da pesquisa de preços de produtos que as prefeituras pretendem adquirir”, explica.

Desafio gigante

Para a secretária, o grande desafio do OSB, enquanto articulador dessa Rede com mais de 3 mil voluntários em mais de 120 cidades brasileiras, é conquistar recursos pra ampliar sua estrutura e poder atender, com qualidade, profissionalismo e tecnologia a demanda crescente de cidades que solicitam apoio para criação de seu próprio OS. “Temos mais de 300 cidades com pedidos, sendo que 52 estão em fase de constituição. Isso deixa evidente a quantidade de trabalho e como precisamos de voluntários”, finaliza.

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