Curitiba – A governadora Cida Borghetti (PP) anunciou um novo Refis para regularizar débitos de contribuintes paranaenses. O Refis era uma das principais demandas do setor produtivo do Estado. O texto deve ser encaminhado nos próximos dias à Assembleia Legislativa.

O anúncio foi feito na manhã dessa terça-feira durante encontro com empresários na Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

“A nova proposta de Refis vai dar fôlego e suporte para que o empresariado supere a crise nacional. O Paraná é um estado financeiramente diferenciado dos demais, mas precisamos avançar”, disse a governadora.

Ela lembrou que, em julho, postergou o recolhimento do ICMS a pedido do setor produtivo, em razão da queda na atividade econômica causada pela greve dos caminhoneiros.

Cida explicou que a Secretaria da Fazenda finalizou o estudo que foi elaborado com base nos pedidos do setor produtivo para a retomada do crescimento do Estado. Os técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda se debruçaram durante meses para chegar numa proposta viável.

Paraná 2053

Cida também reafirmou o objetivo de elaborar um grande projeto de visão de futuro e planejamento estratégico de longo prazo, chamado de Paraná 2053. “Estamos com uma atenção redobrada, pois as recomendações contidas aqui serão aproveitadas como políticas públicas em diversas contribuições. Vamos buscar através do diálogo, projetos e ideias que tragam resultados efetivos para o desenvolvimento econômico do Estado daqui 35 anos”, disse Cida, que também destacou a reativação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

De acordo com a governadora, a orientação para o próximo ano é que uma das tarefas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social seja integrar o MasterPlan de Competitividade às preocupações e sugestões de outras entidades como o G7, Sinduscon, Associações Comerciais e Industriais de várias cidades, além de lideranças do Agronegócio. “O MasterPlan do Sistema FIEP será a base do novo planejamento”, disse.

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João Arruda mostra propostas

Em sabatina na Fiep, o candidato do MDB ao governo do Estado, João Arruda, listou alguns de seus projetos para alavancar a infraestrutura do Paraná e eliminar os gargalos que atrapalham o desenvolvimento do setor produtivo no Estado.

Entre as ideias trazidas no plano de governo de Arruda está o andamento de um projeto já aprovado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) para o Porto de Paranaguá, a viabilização da construção de quatro viadutos e de oito novos berços, além da duplicação das vias de acesso ao porto.

Para o pedágio, o candidato sugere um novo modelo aliado à tecnologia para que todas as ações estejam no Portal da Transparência.

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Ratinho defende revisão da máquina pública

O candidato Ratinho Júnior (PSD) abriu o encontro dos postulantes ao governo do Estado com líderes do setor industrial paranaense, que o Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) promove na manhã dessa terça-feira em Curitiba.

Ratinho afirmou que sua eventual gestão vai se basear no planejamento de longo prazo, priorizando os segmentos econômicos para os quais o estado tem mais vocação e buscando uma redução e maior eficiência da máquina pública como forma de desonerar o setor produtivo. “Gestores públicos brasileiros, em sua maioria, não têm tradição de fazer planejamento a médio e longo prazo. Um exemplo disso é a área de infraestrutura. Não temos um plano-diretor de infraestrutura que mostre quais são as rodovias e as ferrovias que precisamos projetar para escoar nossa produção no futuro”, disse. “O Paraná pode ser administrado como se fosse um país. Respeitando as leis federais, temos que fazer o planejamento do estado como se fôssemos um país”, completou.

Dentro desse planejamento, Ratinho disse considerar fundamental que o Paraná priorize os setores em que têm maior potencial. Nesse ponto, afirmou que a prioridade deve ser a produção de alimentos, incluindo investimentos em industrialização.

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Desoneração das exportações

Uma reforma tributária construída por meio do diálogo com o setor produtivo, que corrija as atuais distorções, como a substituição tributária, e promova a desoneração das exportações é uma das propostas defendidas pelo candidato ao governo do Estado do Paraná pelo PT, Dr. Rosinha. Falando a empresários na Fiep, Rosinha disse que a substituição tributária foi nociva ao Estado e injusta com o empresário.

“Meu compromisso é rever toda a questão do ICMS. Quando um subsídio for dado, ele estará dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias e exigirá a contrapartida devida, que seja, no mínimo, a geração de emprego”, disse o candidato.

Ele defendeu ainda mudanças no modelo de concessão das rodovias, propondo a administração pública.

Contrário à reforma trabalhista, para Rosinha, a terceirização vai acabar com a relação capital-trabalho e, por consequência, acabar com o grau de confiança em muitas empresas. “Trabalhador descontente não produz o que deve produzir”, alertou.