Por Paulo Alexandre 

Na semana passada, ao fazer a prestação de contas do Governo do Estado na Assembleia Legislativa do Paraná, o secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia Junior, mostrou que houve um aumento nas receitas do Estado em 2021. Porém, enfatizou que momento é incertezas e de cuidados: “A trajetória positiva da receita está fazendo com que o Estado honre seus compromissos. Por outro lado, é preciso cautela com as contas públicas, pois o ambiente econômico ainda é de muita incerteza. […] O momento ainda é de muitas incertezas em relação às atividades econômicas. É necessário manter prudência com as despesas. A previsão de receita para 2022 mostra que ela estará aquém do ideal, e os indicadores de confiança dos setores da economia paranaense começaram a apresentar retração, além da expectativa de crise elétrica e elevação dos juros”.

Na edição desta quarta-feira, o O Paraná traz os valores do ICMS e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), recursos estaduais e federais, respectivamente, repassados aos municípios da Região Oeste, que revelam um aumento significativo nos valores, mesmo diante do cenário pandêmico. Há que se considera ainda o fato de que os decretos de “calamidade pública” têm afrouxado a corda, o que representa “fôlego extra” para muitas prefeituras.

Contudo, o alerta feito por Garcia na semana passada vem sendo reforçados por vários setores dos governos federal e estadual. A retomada econômica não tem sido tão robusta quanto se deseja e o rigor com a correta aplicação dos recursos precisa ser ainda maior. Também é preciso ter consciência que em 2022, ano eleitoral, tradicionalmente, o clima de incerteza, expectativa e espera tendem a deixar o cenário ainda mais preocupante.

A responsabilidade com a coisa pública, especialmente diante da instabilidade inequívoca pela qual se equilibra a economia brasileira se mostrará evidente nas ações de quem age sem a motivação eleitoreira. O eleitor também precisa estar atento as ações dos parlamentos. O discurso fácil, seja da situação, oposição ou “centrão” não pode ser engolido sem a correta digestão. Importante ter consciência que muitas das ações do Executivo, encontram respaldo ou são rechaçadas pelo Legislativo que, divide a reponsabilidade das decisões. Logo, apontar o dedo acusador um para o outro, ou puxar os ‘louros’ para si, de acordo com a maré, é prática que precisa ser revisada com permanente cuidado pelo cidadão. Fique alerta! Tenha muita cautela!