Nove leitos foram abertos na Ala G2 do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, na manhã de quinta-feira (3), com atendimento voltado a cirurgias eletivas gerais e, principalmente, ortopédicas. Desta forma, a ala, que passou a funcionar com apenas dez leitos em abril deste ano e tem capacidade para 30 internamentos, tem agora 19 leitos em operação. Segundo a direção do hospital, não há prazo para que as 11 vagas que ainda permanecem fechadas comecem a receber pacientes.

“A ampliação da G2 – que começou com atendimentos somente de urgências ortopédicas – é para atender a uma necessidade do hospital que são as cirurgias eletivas, em que há uma fila de espera muito grande”, diz o diretor-geral do Huop, Sergio Luiz Bader, que reforça: “estes novos leitos não são para urgência, só para eletivas de média e alta complexidades”.

Além disso, cinco técnicos de enfermagem se somam agora aos dez já cedidos pela Prefeitura de Cascavel no início do mês passado, medida que garantiu a abertura do novo espaço. Foi a partir da contratação destes novos profissionais, por meio de chamamento público, que os nove leitos puderam ser abertos.

Precisa de mais

O número atual de técnicos de enfermagem ainda não é suficiente para que todo o complexo da Ala G2 funcione, e por isso, o chamamento público permanece disponível no site da Unioeste. As contratações precisam ser finalizadas até julho, período em que o Ministério Público estabeleceu para que os técnicos cedidos pelo município retornem às atividades nos setores de origem. Até lá, o hospital precisa completar o quadro próprio de funcionários.

Vale lembrar que a cessão dos servidores ocorreu em um momento de caos na saúde pública, com superlotação nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e demora na transferência de pacientes já inclusos na Central Estadual de Leitos.

Fôlego à obstetrícia

Os 19 leitos proporcionaram um remanejamento importante. Agora, o setor de obstetrícia, que também sofre com a superlotação, terá mais vagas disponíveis na Ala G3, local onde são atendidos os pacientes vasculares, neurológicos e, anteriormente os ortopédicos, hoje na G2.