Genebra – Sem fazer alarde, a ONU (Organização das Nações Unidas) começará a prestar ajuda humanitária dentro da Venezuela para atender o setor de saúde e de alimentação, numa iniciativa que visa estabilizar o fluxo de refugiados e imigrantes que deixam o país.

Por anos, o governo de Nicolás Maduro se recusou a aceitar qualquer ajuda internacional, alegando que isso se trataria de uma justificativa para eventualmente promover uma intervenção militar na Venezuela.

A ONU confirmou que, até o mês passado, o governo venezuelano se recusava a falar de uma "emergência humanitária" e, portanto, não permitia a atuação no país das agências internacionais.

Um pacote inicial de US$ 9,2 milhões será liberado para a atuação de agências internacionais em Caracas e outras regiões, em uma mudança radical na postura do Governo Maduro. O dinheiro, porém, ficará sob o controle das agências externas.

A crise na Venezuela resultou no êxodo de 3 milhões de pessoas, no que é considerado o maior fluxo na história recente da América Latina. Apenas em 2018, mais de 205 mil venezuelanos solicitaram refúgio, além de outras centenas de milhares que cruzam fronteiras na condição de migrantes.