Brasília – O deputado federal Alfredo Kaefer (Progressistas-PR) participou da sessão da Comissão Especial que trata da desestatização da Eletrobrás e se manifestou favorável à alteração no regime administrativo da empresa. “A Eletrobrás não tem como prosperar se não tiver investimentos”, argumenta o deputado.

Para ele, a situação da empresa é fruto da política equivocada do Governo Dilma Rousseff, “que quis fazer uma mágica no setor elétrico”.

Atualmente, a Eletrobrás responde por apenas 15% do mercado de energia brasileiro e tem dívidas superiores aos R$ 20 bilhões, o que torna impraticável sua recuperação administrativa e onera, consideravelmente, os cofres públicos.

O processo de privatização da Eletrobrás é indispensável para reverter a situação financeira da companhia e garantir os investimentos necessários para suprir a demanda por energia elétrica nos próximos anos.

“Não tem outra forma que não seja a participação mais efetiva da gestão privada em um patamar superior a 50%, até para garantir os direitos dos funcionários. Também precisamos acabar com os penduricalhos existentes nas empresas públicas de serem sócias de pequenas geradoras de energia, as PCHs [Pequenas Centrais Hidrelétricas]”, disse Kaefer.

Para o relator do PL 9.463/18, o modelo proposto pelo governo vai levar a uma redução da tarifa a médio prazo. “Isso vai proporcionar um aumento na eficiência da Eletrobrás, vai elevar o investimento e consequentemente aumentar o nível de emprego no País”.

Mais opções

“Somos abençoados pela natureza, com um grande número de rios em nosso país. Mas esses recursos são finitos. A população não pode ficar pagando o alto preço de problemas hídricos e usinas termoelétricas que geram bandeiras vermelhas nas tarifas. É preciso buscar outras fontes”, concluiu o deputado paranaense.