Greve: Negociações avançam, mas travam no desconto das faltas

A categoria quer ao menos 4,94% de reajuste salarial referente às perdas do último ano

Servidores estaduais passaram a noite nas galerias da Assembleia Legislativa do Paraná. Alguns improvisaram papelões, outros dormiram no meio das poltronas. Eles ocuparam o prédio no meio da tarde de ontem e prometeram só sair depois de o governo apresentar uma nova proposta. A categoria quer ao menos 4,94% de reajuste salarial referente às perdas do último ano, mas diz que a defasagem é de 17% considerando três anos de congelamento salarial.

Após a confusão de ontem, uma comissão voltou a se reunir com representantes do governo.

As negociações avançaram bastante. Até agora, já estão quase 100% garantidos: 2% de aumento no início de 2020 e o restante parcelado em 2021 e 2022 mas sem condicionantes; fim dos acertos das licenças prêmio; suspensão do concurso e manutenção dos PSS; suspensão da mudança nas eleições de diretores.

Um ponto, contudo, parece sem entendimento. O governador Ratinho Junior não está disposto a ceder quanto às faltas dos grevistas. Ele quer descontar os dias não trabalhados, o que causa impactos significativos para os servidores, como na questão dos avanços do plano de carreira. Esse seria, hoje, o maior impasse das negociações.

Integrantes dessa comissão acreditam que estejam muito próximos de um acordo, mas temem que o governador não tenha ainda a real noção da dimensão do assunto e da disposição dos grevistas, o que pode levar a consequências muito mais sérias.



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