Governo ignora pedidos do México e Brasil fica fora das atividades da Celac

Criada em 2010, no fim do Governo Lula, a Celac é uma organização internacional em que os países da região se articulam sem a participação de Estados Unidos e Canadá.

Brasília – O Governo Jair Bolsonaro ignorou apelos do México e suspendeu sua participação na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Criada em 2010, no fim do Governo Lula, a Celac é uma organização internacional em que os países da região se articulam sem a participação de Estados Unidos e Canadá. Hoje a comunidade é composta por 33 países.

O México assumiu neste ano a presidência do bloco. Em 18 de dezembro, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, telefonou para o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e pediu que o Brasil voltasse a participar das atividades da entidade.

O Itamaraty já havia deixado de colaborar com a Celac ano passado, durante a presidência da Bolívia, então governada por Evo Morales.

O Governo Bolsonaro, no entanto, decidiu não atender os pedidos mexicanos por considerar a Celac uma articulação com poucos efeitos práticos. Além do mais, a delegação venezuelana no fórum é composta por representantes do ditador Nicolás Maduro.

Além de reconhecer o opositor Juan Guaidó como presidente encarregado do país, o Brasil é no continente um dos países que têm postura mais agressiva contra o chavismo.

A participação de Cuba na Celac também é apontada como uma das razões da decisão do governo de abandonar a comunidade.

Diplomatas que acompanham o tema disseram reservadamente que a decisão do Brasil de suspender sua participação na Celac não deve ser entendida como uma crítica ao México.

O boicote brasileiro, no entanto, gerou frustração no governo de Andrés Manuel López Obrador, que neste ano vai tentar dar relevância ao órgão.



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