Governo conclui primeira fase da auditoria da folha de servidores

Trabalho feito pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) identificou indícios de irregularidades que agora serão apuradas numa segunda etapa de avaliação

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) concluiu a primeira fase da auditoria interna na folha de pagamento dos servidores do Poder Executivo. O levantamento é inédito no Paraná e aponta para a possibilidade de economia nos gastos fixos do Governo do Estado.

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O resultado da auditoria foi apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Júnior nesta quarta-feira (29). Ele destacou a importância da iniciativa e ressalta que a metodologia desenvolvida por técnicos paranaenses será compartilhada com outros estados, que já esperavam pela conclusão da primeira fase do trabalho.

“O Estado precisa saber exatamente quanto está pagando, para quem e por que motivo, para equilibrar as contas públicas, principalmente durante esse período de pandemia”, declarou o governador Ratinho Junior. “É mais uma medida de transparência e que prestigia os servidores que trabalham de forma correta”.

A CGE inicia agora a segunda fase da auditoria, que compreende investigações pontuais, caso a caso. “Nós traçamos trilhas que poderiam conter irregularidades. Agora, o objetivo é que todos os indícios apontados sejam verificados mensalmente, diminuindo radicalmente os pagamentos inidôneos ou não aparados pela legislação”, explicou o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira.

CONFRONTO – Treze das trilhas de auditoria seguidas concentram 80% dos valores apurados. Nelas estão incluídos benefícios, faltas injustificadas e licenças superiores a 720 dias, em várias secretarias. “Vamos confrontar esses casos com as leis e regulamentos do Estado para apurar se são regulares e legais. Caso comprove-se irregularidades, as medidas adequadas serão tomadas”, afirmou Siqueira.

Ele não especificou nenhuma classe de servidores e afirmou que o levantamento incluiu todas as secretarias e órgão do Executivo estadual. Siqueira citou como exemplo a necessidade de verificar se o servidor que tem uma empresa está efetivamente a serviço do Estado ou somente “bate o ponto e vai cuidar de interesses particulares”.

INTEGRIDADE – “Nosso compromisso é com a ética e a integridade no serviço público”, reforça o controlador-geral. Segundo ele, todo o serviço de auditoria foi executado por servidores efetivos do Estado, que também desenvolveram a metodologia de trabalho.

“O modelo criado pode ser reprogramado todo mês, pois está baseado em ferramentas de tecnologia e inovação”, completou Raul Siqueira. Ele explicou que outros estados estavam aguardando a apresentação do trabalho para executarem a mesma metodologia.

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