POLÍTICA

Foz sedia evento do maior programa de restauração florestal no mundo

16 de março de 2018 às 11:08
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Foz do Iguaçu – A cidade de Foz do Iguaçu será sede, nesta sexta-feira e sábado, da 3ª Reunião Internacional do Desafio de Boon, a maior iniciativa mundial de restauração de florestas. O evento deverá reunir representantes de 40 países e dirigentes de organizações internacionais, como União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês). O evento é promovido pelo governo alemão, com apoio da Itaipu Binacional e da IUCN.

O Desafio de Bonn é um esforço global que tem como objetivo restaurar 150 milhões de hectares no mundo inteiro até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. O desafio foi lançado em 2011 pelo governo da Alemanha e pela IUCN. Até agora, mais de 40 países aderiram ao desafio e se comprometeram em restaurar 160,2 milhões de hectares em todo o mundo.

A Itaipu irá compartilhar sua experiência com ações voltadas à conservação da biodiversidade local. A binacional mantém mais de 100 mil hectares de florestas em torno de seu reservatório, no Brasil e no Paraguai, e tem uma contribuição significativa para a recuperação da Mata Atlântica no Estado do Paraná.

Para o Desafio de Bonn são contabilizadas as ações desde 2005. Nesse período, por meio do programa Cultivando Água Boa, a Itaipu plantou mais de 870 mil mudas em quase 500 hectares, além da formação do Corredor de Biodiversidade Santa Maria, que conecta o Parque Nacional do Iguaçu à faixa de proteção do reservatório. Uma visita de campo às ações desenvolvidas pela binacional, no sábado (17), faz parte da agenda do evento.

Compromisso brasileiro

Em dezembro de 2016, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a contribuição voluntária brasileira ao Desafio de Bonn: até 2030, o País irá restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares de áreas florestais. Além disso, serão implementados cinco milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta e recuperados cinco milhões de hectares de pastagens degradadas.

Para alcançar essas metas, o Brasil estabeleceu uma Proveg (Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa), que será implementada pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa).

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