POLÍTICA

Fiscalização do transporte escolar será feita por chip

06 de março de 2018 às 09:20
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Cascavel – O sistema de transporte escolar em Cascavel passará a ser monitorado por chips, equipamentos eletrônicos que vão “medir” o serviço em quilômetro rodado. Caberá aos fiscais do Setor de Transporte Escolar da Secretaria de Educação acompanhar esse monitoramento. Com a negativa dos dois recursos apresentados, a licitação do transporte será retomada nesta quarta-feira (7), com a abertura dos envelopes com as propostas de preço. O valor global pelos seis lotes de serviço está estimado em R$ 22.121.272.

Segundo a Secretaria de Educação, apesar da novidade, os rastreadores eletrônicos serão uma importante ferramenta de fiscalização, pois indicarão possíveis mudanças na quilometragem diária percorrida por cada linha e assim possibilitarão que os fiscais verifiquem in loco o que ocasionou tal mudança.

O rastreador também facilitará a localização do veículo, caso quebre ou fique preso em algum trecho do caminho.

Contudo, a própria prefeitura admite que o rastreador não é mecanismo suficiente de controle, já que ele registra toda e qualquer distância realizada pelo veículo, inclusive o deslocamento desde a casa do motorista ou à garagem em que o veículo fique até a casa do primeiro aluno. Neste caso, lembra que o pagamento vai considerar apenas a quilometragem rodada a partir do ponto em que se recolhe o primeiro aluno até a chegada à última escola da linha.

Nova licitação

Só que os rastreadores ainda terão de ser comprados. Para que essa licitação ocorra, no entanto, é preciso que seja concluída a abertura dos envelopes da licitação do transporte escola rural, pois é necessário saber quais empresas realizarão o serviço e quais os veículos cada uma utiliza.

Atualmente, o serviço de fiscalização é feito por dois fiscais, que acompanham cada linha no decorrer do ano e ainda verificam denúncias e apontamentos feitos pelas escolas e pelas famílias de alunos que utilizam o serviço. A prefeitura garante que número de fiscais tem sido suficiente, sendo que é possível que surja a necessidade de mais uma pessoa para acompanhar os resultados apontados pelos rastreadores.

A atual gestão defende que a medição realizada pelos fiscais é segura, tanto é que os rastreadores não substituem a necessidade do fiscal. Os mesmos acompanham de carro o trajeto das linhas feitas pelos ônibus e conferem, além das condições do veículo, se a quilometragem realizada bate com a que foi contratada.

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