Toledo – Uma indicação feita pela vereadora Olinda Fiorentin (PPS) para o prefeito de Toledo, Lúcio de Marchi, propõe que os indicados para assumir funções em cargos comissionados apresentem ficha limpa. A execução da medida depende da vontade política do gestor. A indicação foi feita e teve sinalização forma positiva.

Olinda Fiorentin se baseou na Lei da Ficha Limpa nacional, que tem barrado pessoas mal-intencionadas e com antecedentes que comprometem a isonomia e a confiança para gerir ou resguardar o patrimônio público. “Essa é uma decisão natural para qualquer gestor bem intencionado. Tenho certeza de que a medida será implantada em Toledo. Se existe uma fórmula de coibir a presença de pessoas com índoles duvidosas, não existe explicação para que isso não aconteça. Não creio que existam ainda gestores que desejam comprometer sua credibilidade e gestão com esses ‘pesos’ políticos”, avalia a vereadora.

Contudo, ela prevê que a medida pode proteger o gestor. “Essa lei vai inclusive proteger a administração de possíveis desgastes. Não precisamos correr o risco de que o servidor de carreira sofra desgastes de ver seu trabalho sob suspeita por causa da ação dessas pessoas. Temos visto equipes inteiras sendo vasculhadas, investigadas e às vezes até induzidas ao erro por causa dessas irresponsabilidades. Se o servidor erra é severamente punido, mas quem ocupa cargos de confiança nem sempre passam pela mesma situação quando colocam em risco a credibilidade do Município”, acrescenta.

A vereadora defende que a cidade de Toledo, um polo universitário e com pessoas comprometidas com o desenvolvimento e a moralidade do serviço público, conta com muitas pessoas bem intencionadas e capacitadas para assumir cargos estratégicos, inclusive sem cobrar favores políticos.

Para Olinda Fiorentin, é muita irresponsabilidade nomear pessoas que nos cargos possuem acesso a recursos, decisões e responsabilidades que exigem ética, moral e principalmente responsabilidade. “No Legislativo já temos essa exigência e inclusive isso já é exigido por muitas empresas. Só defendo que o cidadão não pague salários para pessoas que não merecem confiança por ter praticado delitos que comprometam sua credibilidade. E a gestão deve prezar pela defesa e boa utilização dos recursos. Competência e confiança são elementos indispensáveis”, conclui.