Rio de Janeiro – O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Marin Marin, foi condenado, ontem, a quatro anos de prisão mais US$ 1,2 milhão de multa, de acordo com sentença proferida pela juíza Pamela Chen, da corte federal do Brooklyn (Estados Unidos). As autoridades estadunidenses ainda anunciaram o confisco de US$ 3,3 milhões de bens do dirigente.

O ex-presidente da CBF já cumpriu 13 meses de prisão, sendo cinco meses na Suíça e outros oito em uma penitenciária nos Estados Unidos. Na contagem não é descontado o período em que esteve em detenção domiciliar em seu apartamento, em Nova York.

Em dezembro de 2017, Marin, de 86 anos, foi considerado culpado em seis acusações: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores.

A promotoria havia pedido 10 anos de prisão e uma multa de até US$ 6,6 milhões (cerca de R$ 26 milhões) para o ex-presidente da CBF. A alegação do Departamento de Estado dos EUA é de que Marin causou mais de US$ 150 milhões em prejuízo com seus atos.

A defesa, por sua vez, desejava uma pena de 13 meses de prisão, em consequência de sua idade avançada e do frágil estado de saúde. A expectativa agora é que Marin consiga reduzir a pena por bom comportamento, o que faria com que permanecesse preso em um total de dois anos e quatro meses.