RIO – Em tese, o cenário é de sonhos. Uma semifinal num Maracanã cheio, com torcida quase toda a favor e, do outro lado, um adversário batido por 5 a 1 na fase de classificação. Tão bom, que é melhor desconfiar. É assim que a seleção feminina se prepara para enfrentar hoje a Suécia, às 13h, na semifinal olímpica.

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Futebol 15 de agosto– O jogo da primeira fase foi atípico. A Suécia teve duas chances no início e não marcou – alertou Vadão, técnico de um time cercado pela expectativa em torno da reação das jogadoras à pressão do Maracanã, em especial após o imenso desgaste emocional da vitória, nos pênaltis, sobre a Austrália. – A gente sabia que, a cada passo dado, a cobrança aumentaria. Tivemos um trabalho com o psicólogo e isso foi tema.

O Brasil tenta a sua terceira final olímpica no feminino. Medalha de prata em Atenas e Pequim, ficou nas quartas em Londres-2012. Agora, tem status de favorito, ao menos na semifinal. Algo que não ocorrera em outras oportunidades.

O grande dilema de Vadão é Cristiane. A atacante do Paris Saint-Germain corre contra o tempo para se recuperar de lesão muscular sofrida justamente contra a Suécia. Apesar de ter voltado aos treinos, não está 100% e a comissão técnica estuda se vala a pena usá-la de início.

– Não podemos dizer que a Cristiane está 100%. Estamos numa encruzilhada e vamos dar mais um tempo – disse Vadão.

A técnica sueca, Pia Sundhage, prometeu um time diferente da primeira fase.

– Vimos (o VT) nosso jogo com o Brasil e faremos coisas diferentes. Acabamos de enfrentar o melhor time do mundo (Estados Unidos) e vencemos – avisou.