RIO – Xodó da torcida brasileira, a ginasta brasileira Flávia Saraiva ficou quinto lugar na final da trave de equilíbrio, encerrando sua primeira participação em Olimpíadas. A atleta, que era cotada para o pódio, acabou se desequilibrando e recebendo nota 14,533, abaixo dos 15,133 que havia conquistado na etapa classificatória.

O ouro ficou com a holandesa Sanne Wevers, que surpreendeu e venceu a prova em que a americana Simone Biles, dona de três ouros nesta Olimpíada, era a favorita, mas se desequilbrou e perdeu pontos. A americana Lauren Hernandez conquistou a prata, enquanto Simone ficou com o bronze.

Com apenas 16 anos, Flávia saiu com sensação de dever cumprido do aparelho.

— É um resultado muito gratificante. Ser quinta melhor do mundo no meu país é muito legal. É uma emoção muito grande, porque fui finalista e isso já foi uma vitória muito grande. Não foi a minha melhor prova e nem o que eu tinha planejado. Mas estou feliz.— disse a ginasta , após a prova.

Sensação da ginástica artística nestes Jogos, Biles se desequilibrou e quase caiu da trave, chegando a se apoiar com as mãos sobre a barra. Com isso, conseguiu pontuação de apenas 14,733, bem menor que os 15,633 da etapa classificatória. Mesmo assim, conseguiu o pódio e, aos 19 anos, se despede do Rio com quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de bronze.

 

Mais cedo, Arthur Zanetti já havia representado o Brasil no pódio da Arena Olímpica do Rio. O brasileiro ficou com a medalha de prata nas argolas, atrás apenas do grego Eleftherios Petrounias que, em dia inspirado, fez nada menos que 16,000 pontos.

Mal desceu do pódio e Zanetti, hoje com 26 anos, confirmou que tentará recuperar o título olímpico em Tóquio-2020.

— Dá um gostinho a mais (vencer em casa) para poder estar na próxima representando nosso país — disse Zanetti, que quando perguntado sobre seu saldo, um ouro e uma prata, confirmou que Tóquio servirá de uma espécie de desempate: — O tira-teima é em Tóquio, vamos ver. Agora, a gente vai disputar.