Cascavel – A corrida para as eleições de 2022 já iniciou e não são apenas os deputados estaduais, federais e empresários que estão de olho no pleito, muitos vereadores já se articulam e formam alianças com o objetivo de conquistar uma cadeira na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa do Estado.

Em Cascavel, as articulações de alguns parlamentares que estão de olho nas eleições estão a todo o vapor na Câmara Municipal. Enquanto alguns aguardam a orientação do partido para se declararem como pré-candidatos, outros gastam a sola de sapato e muita saliva para conquistar espaço e eleitores. Muita água ainda vai rolar até as eleições, e os próximos meses prometem ser agitados. Isso porque grande parte dos vereadores governistas vão disputar vagas como candidatos nas eleições 2022.

Em 2021 a reportagem do O Paraná conversou com todos os 21 vereadores de Cascavel sobre as especulações que rondam o Legislativo e, naquela oportunidade, 11 dos 21 vereadores disseram que os nomes estavam à disposição dos seus partidos para tentarem uma cadeira nos parlamentos superiores. Agora, em janeiro deste ano, a reportagem conversou novamente com os parlamentares, contudo, o número de vereadores dispostos a disputar a eleição deste ano diminuiu.

De acordo com o levantamento, podem buscar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná ou na Câmara Federal, Josias de Souza (MDB), Alécio Espínola (PSC), Valdecir Alcântara (Patriota) e Romulo Quintino (PSC).

As conversas de bastidores, apontam que a maior briga é dentro do PSC, partido do prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, que tem cinco vereadores na Câmara e pelo menos dois pré-candidatos para o próximo pleito.

O presidente o Legislativo, Alécio Espínola, que no ano passado chegou a desconversar muitas vezes sobre o assunto, disse que é pré-candidato, contudo, deve conversar com o prefeito Paranhos para definir se a deputado estadual ou deputado federal. Já o colega de partido e da Mesa Diretora, Romulo Quintino, admite que tentará disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Além de Espínola e Quintino, o vereador Policial Madril disse que sua pré-candidatura irá depender de um processo judicial que está em andamento. No ano passado, os outros dois vereadores do PSC, Sidnei Mazutti e Pedro Sampaio, informaram que vislumbram uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Contudo, agora, nenhum dos dois retornou ao contato da reportagem.

Enquanto a briga no PSC é grande, quem poderá ter vida fácil é o vereador Josias de Souza (MDB). Inicialmente, o pré-candidato a deputado estadual do partido seria o vereador Edson de Souza, contudo, ele já afirmou que não pretende disputar a próxima eleição para deputado e que irá apoiar a reeleição de Gugu Bueno (PL), abrindo a vaga a Josias, que já segue trabalhando.

Outro partido que irá lançar candidato deve ser o Patriota. O vereador da sigla, Valdecir Alcântara, disse seguir como pré-candidato pelo partido e que buscará uma vaga na Assembleia Legislativa.

No primeiro levantamento realizado em 2021, Sadi Kisiel, Cleverson Sibulski e Serginho Ribeiro haviam informado que colocaram o nome à disposição dos partidos e que eram pré-candidatos por suas siglas para as próximas eleições. Neste segundo levantamento, eles não retornaram os contatos da reportagem.

Os demais vereadores consultados disseram que não pretendem disputar as eleições de 2022.

 

 “Janela Partidária” pode ser um risco para os vereadores

 

A corrida para as eleições de 2022 vem acompanhada de muito questionamento se os candidatos que irão disputar o pleito seguirão nos atuais partidos políticos ou se irão trocar de sigla.

Contudo, a mudança de partido em 2022 pode ser um risco ao mandato dos vereadores. Isso porque, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o parlamentar só pode usufruir da janela partidária no término do mandato vigente. Ou seja, vereadores e deputados podem mudar de partido durante a janela partidária que ocorrer no ano eleitoral do fim de seus respectivos mandatos. No caso, a janela partidária dos vereadores foi em 2020, quando ocorreram as eleições municipais.

Em 2022, momento em que a disputa será destinada a deputados estaduais e federais, somente eles possuiriam a permissão para troca de legendas. Por conta disso, muitos vereadores ainda não sabem se irão trocar de partido, porque para isso acontecer e eles não perderem o mandato, precisam de uma autorização dos dirigentes dos partidos pelos quais foram eleitos.

 

Foto: Flávio Ulsenheimer/Assessoria CMC