Ela queria ir morar na praia

Zenilda Vieira Nascimento: 3/01/1966 Falecimento: 07/02/2020

Zenilda Vieira nasceu no dia 3 de janeiro em Assis Chateaubriand e tinha 54 anos. Morava com a família em um sítio. Aos sete anos, acompanhada dos pais e dos irmãos, veio para Cascavel. A família buscava uma vida melhor.

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Muito apegada à mãe, Dioneia Rodrigues da Silva, Zenilda morou com ela a vida toda, no Bairro Floresta. Ela era a segunda filha dos cinco irmãos, todos com nomes que começam com a letra z: Zilda, Zito, Edson, Zélia e Zenaide. O pai, José Vieira, faleceu há alguns anos.

Sem filhos, ela se dedicava e amava incondicionalmente os dez sobrinhos. A irmã a descreve como uma pessoa amorosa e cheia de sonhos: “Ela tinha uma paixão pelos sobrinhos, amava-os demais. Adorava viajar, ir para a praia, pescar… Dizia que quando se aposentasse iria comprar uma casa na praia e levar nossa mãe também. Ela queria viver”, conta Zenaide.

Seus familiares e amigos a caracterizam com diversos adjetivos, como competente, enérgica, carismática, ética, brincalhona, extrovertida, uma pessoa que “se dava” com todo o mundo.

O amor pela enfermagem

O sonho de ser enfermeira foi vivido durante 32 nos, com muito amor e carinho. Ela começou a trabalhar no Hospital Nossa Senhora da Salete e depois trabalhou na Policlínica. “Essa era a vida dela, o amor, a dedicação de ser enfermeira. Isso era tudo para ela, que queria voltar a trabalhar mais um pouco”, conta a irmã caçula.

Zenilda não media esforços para ajudar seus pacientes. Se fosse preciso, brigava pelo bem-estar deles.

Lembranças que marcam

Zenaide conta que tem na memória todos os momentos que passaram juntas, principalmente os dias festivos. “O que me marca muito são as festas de Natal. Íamos para a fazenda, tomávamos banho de rio, brincávamos demais com toda a família reunida. Ou quando ela ia para a minha casa, onde fazíamos piquenique, saíamos… Era muito legal e divertido”.

Uma das suas grandes características era o desejo de ajudar o outro. “Ela era uma pessoa guerreira, que dava força a todos nós. Tinha um coração enorme, ajudou muitos médicos, a equipe de enfermagem, a todos que podia. Levava lanche de casa para as pessoas, tirava do que ela ia comer para dar para quem sentia fome. Ela tem uma história de vida muito linda, seu coração era maravilhoso”.

 O diagnóstico

Em setembro de 2019, Zenilda Vieira estava trabalhando e começou a ter alguns desconfortos com a saúde, mas logo entrou em férias e foi para a casa da irmã em Porto Alegre passear e descansar um pouco.

Quando retornou a Cascavel, em outubro, a técnica em enfermagem ainda não estava se sentindo bem e foi ao médico, o qual a diagnosticou com trombose nas pernas. Mais tarde, após alguns exames, ela descobriu um câncer que já havia se espalhado.

A partir daí começou a luta com remédios e quimioterapias. Porém, a doença já estava muito avançada.

A despedida

No dia 3 de fevereiro deste ano, Zenilde começou a passar mal em casa e foi levada às pressas para o hospital em que trabalhava, onde ficou internada na UTI e passou por diversos procedimentos dia após dia.

Zenilda faleceu no dia 7 de fevereiro, às 8h45, e pegou muita gente de surpresa, pois muitos nem sabiam da luta que ela vinha enfrentando. “Ela não gostava que ninguém ficasse sabendo que estava doente. Ela dizia que não era para contar porque acreditava na cura e que daria a volta por cima”, acrescenta a irmã Zenaide.

 

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