EDITORIAL: Vacina: direito individual ou coletivo?

O crescimento do movimento antivacina nos últimos anos tem preocupado o Ministério da Saúde. Um dos casos mais recentes foi a explosão de casos de sarampo, doença que já era considera erradicada no País e que voltou devido à falta de imunização dos pequenos.

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Seja por argumentos válidos ou por fake news, fato é que muitos pais não querem mais vacinar seus filhos. Nesses casos, surge a questão: o que vale mais, o direito individual ou o coletivo?

Isso porque, na teoria, todo cidadão tem o direito de escolher o que fazer com seu corpo, sua saúde, enfim, o que comer e beber. Isso se estende à relação de um pai com seu filho. Nesse caso, ele teria o direito de escolher quais vacinas aplicar em seu filho, por exemplo.

Quando se amplia a questão, vem o direito coletivo. Como fica o coleguinha da carteira ao lado na sala de aula, por exemplo, que acaba exposto a doenças que já poderiam ter sido erradicadas?

No Paraná o assunto promete voltar à tona nestes próximos dias. Isso porque o governo tornou obrigatória a apresentação da carteira de vacinação em dia para matricular os filhos nas escolas da rede estadual. Mas e quem não quer dar uma ou outra vacina ao filho? E quanto ao pai que deu todas as vacinas ao seu filho e se sente inseguro com aquele que não está imunizado? O direito de quem vai prevalecer?

Como as matrículas começaram esta semana, os mais relapsos correram pôr em dia a carteirinha do filho para garantir a vaga na escola. Outros, que não concordam com algumas das vacinas, buscam agora seu direito individual.


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