Um dos principais baluartes da campanha de Jair Bolsonaro, que inclusive o caricaturou com os gestos das mãos como se estivesse atirando com uma metralhadora, a flexibilização das regras para posse de armas no Brasil dividiu opiniões.

Para os pró-armas, o decreto foi “tímido” e defendem maior profundidade do acesso às armas, permitindo também o porte de armas, ou seja, aval para que as pessoas saiam às ruas armadas.

Por outro lado, especialistas em segurança pública no País teme aumento da criminalidade e dificuldade na ação policial. Na prática, um prenúncio da escalada na violência.

Eles se baseiam em pesquisas internacionais que mostram que, quanto mais armada a população está, mais crimes e mais mortes ocorrem. Isso porque uma simples briga de bar, por exemplo, que provavelmente terminaria com um nariz sangrando e uma costela quebrada, com o acesso fácil a uma de fogo são grandes chances de terminar em morte.

Na prática, facilitar o acesso da população a armas sob o argumento de “segurança pessoal e familiar” é quase que terceirizar para os cidadãos comuns o trabalho de segurança pública. Não é um pai de família quem deve proteger sua família de ladrões, mas as polícias equipadas e treinadas para tal, devidamente estruturadas, o que não acontece Brasil afora.

Além disso, a possibilidade de haver pelo menos uma arma de fogo em todas as casas só atiça a cobiça dos marginais, que têm uma fonte a mais para se armar.

Violência gera violência. Isso é fato! Torçamos agora para que o presidente também seja ágil assim para estruturar as polícias do País e reforçar a segurança em todos os cantos.