Um dos “dias D” da campanha eleitoral é esta quarta-feira, fim do prazo para os partidos registrarem as candidaturas. Embora a legislação eleitoral permita alterações na composição das chapas até um dia antes do pleito, em uma campanha tão curta como a deste ano, nenhuma estratégia pode prever deixar para a reta final a troca de candidatos. E essa suposição diz respeito especificamente ao PT.

O partido insiste na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidiário desde 7 de abril e ficha-suja, por motivos que analistas podem especular, mas que só a cabeça de Lula poderia esclarecer.

Membros do próprio PT pedem coerência e que Fernando Haddad assuma a candidatura para não “ser tarde demais” e manter alguma possibilidade de o Partido dos Trabalhadores se manter na disputa.

A despeito das paixões fundamentalistas que defendem a inocência de Lula e sua condição de “vítima” de um golpe da direita brasileira, fato é que a insistência do ex-presidente presidiário parece ter muito mais interesse do seu próprio umbigo que partidário, quem dirá do restante da pátria.

Lula insiste na candidatura, usando um discurso deturpado sobre democracia, para ganhar a liberdade. Ponto final!

Não se pode esquecer que a maioria dos réus, condenados e muitos deles presos na Lava Jato, tem ligação direta com o Governo do PT, especialmente os de Lula. Seus ex-ministros, ex-dirigentes do partido, ex-marqueteiros, ex-braços-direitos, já até confessaram parte dos crimes em troca de redução da pena. Admitiram o malfeito.

O fato de Lula ainda comover uma plateia que acredita em suas histórias de que ele é herói não pode simplesmente suplantar a legislação brasileira. Especialmente quando o País tenta resgatar um pouco de moralidade e ética.