O combate ao crime organizado tem sido um dos principais discursos do presidente Michel Temer, que até agora parecem não sair das paredes do Palácio do Planalto.

Após criar o Ministério Extraordinário de Segurança, agora anuncia o Conselho Nacional de Segurança Pública, com a missão de combater o crime organizado.

Ao assumir ainda no ano passado a pasta, o ministro Raul Jungmann tinha um discurso de quem sabia exatamente onde e como atuar para reduzir substancialmente o crime. Iria reforçar os quadros das polícias de fronteira, reativar o Vant, que está encostado há mais de dois anos numa base aqui, em São Miguel do Iguaçu, e integrar as forças paraguaias e argentinas. Nada foi feito!

Disse mais: que iria quebrar a cadeia de comando de dentro dos presídios, o que classificou de homeoffice do crime, restringindo as visitas aos parlatórios. Também não saiu do papel.

Espera ainda o incremento do orçamento que lhe foi prometido quando convidado ao cargo. Apesar de saber de tudo o que precisa ser feito, nada conseguiu fazer até agora.

Apesar do discurso bonito e das promessas, tudo indica que esse será o caminho do Conselho recém-criado.

O combate ao crime organizado no País precisa é de ação. De repressão. De inteligência. De cooperação. Tudo isso precisa de dinheiro e disposição.

Não adianta colocar meia dúzia de policiais mal armados para brigar de mano com criminosos munidos de fuzis e artilharia pesada. Não adianta mapear o crime, conhecer as estratégias, identificar as rotas, se falta gente para pôr na rua. Se falta estrutura.

De nada adianta criar órgãos, repartições, conselhos se não investir naqueles que vão a campo de fato.