Não bastassem todos os diferenciais das eleições deste ano, com campanha mais curta e as indefinições até o fim do prazo para as coligações, a quatro semanas de os eleitores irem às urnas o cenário fica a cada dia mais confuso.

Os dois líderes das intenções de voto viraram notícia. Enquanto Jair Bolsonaro trava uma luta no hospital e está fora da campanha temporariamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta ganhar tempo para encontrar uma maneira de permanecer na disputa. Tem só até hoje para definir o candidato em seu lugar e ainda corre o risco de ter os vídeos do PT fora do ar por insistir em mantê-lo nos programas.

Prever o resultado das urnas de 7 de outubro é algo impossível neste momento.

Para bolsonaristas, o atentado lhe garantiu a vitória. Claro que uma alusão sem qualquer fundamentação lógica. Um candidato que insita a violência não pode reclamar quando ela lhe alcança.

Já no caso dos petistas, o desrespeito às cortes máximas continua como se fosse algo normal.

E como fica a cabeça do eleitor? Quem já era bombardeado por notícias falsas, tendenciosas e maliciosas agora sofre ainda mais com esse tipo de pressão. Propostas e plano de governo que é bom, cada vez menos.

Aos poucos, estas eleições têm acumulado fatores mais do que inacreditáveis para ficarem gravadas na história deste País. Mais razões para que o eleitor acompanhe de perto, participe, leia, ouça, verifique tudo o que lhe chega. São acontecimentos extraordinários demais para lidar em meio a um dos pleitos mais importantes da história de um País que tenta sair de uma crise que castiga a todos. O eleitor consciente nunca foi tão importante como agora.